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Bovespa passa por realização de lucros e cai mais de 2%

Após ensaiarem alguma realização de lucros nos dois pregões anteriores, investidores aumentaram o ritmo das vendas de ações no mercado brasileiro e a Bovespa fechou com queda superior a 2 por cento nesta quinta-feira. A desvalorização nas bolsas nos Estados Unidos e na Europa e o recuo nos preços de commodities ampararam o movimento.

REUTERS

21 de maio de 2009 | 18h20

O Ibovespa caiu 2,26 por cento, aos 50.087 pontos. O volume financeiro somou 4,58 bilhões de reais.

A redução da perspectiva do rating da Grã-Bretanha para negativa pela Standard & Poor's deflagrou vendas de ações na Europa, contaminando as operações em Wall Street e no Brasil desde cedo. A notícia gerou especulações de que os EUA podem sofrer uma revisão parecida.

"A decisão da S&P serviu como um gatilho para a realização de lucros, uma vez que sinaliza que o mesmo pode ocorrer com os EUA", observou o vice-presidente executivo de Tesouraria do banco WestLB no Brasil, Ures Folchini. De acordo com ele, isso gerou uma aversão a risco que afetou também as commodities, embora o mercado de moedas tenha ficado "comportado".

Dados norte-americanos de seguro-desemprego reforçaram o quadro pessimista para o segmento acionário. Investidores começam a se preocupar com o risco de que a economia dos EUA não se recupere rápido o suficiente.

O anúncio da S&P e os números de pedidos de seguro-desemprego ofuscaram o dado melhor que o esperado para o índice de atividade do Fed de Filadélfia e indicadores melhores do setor manufatureiro da zona do euro.

Em Nova York, o índice Dow Jones recuou 1,54 por cento e o S&P-500 caiu 1,68 por cento.

Na Europa, o índice FTSEurofirst 300 cedeu 2,09 por cento.

A sessão também foi marcada por queda nos preços de commodities, o que prejudicou ainda mais o Ibovespa. O petróleo, por exemplo, recuou 1,6 por cento em Nova York, afetando a ação preferencial da Petrobras, que se desvalorizou 1,96 por cento, para 32,50 reais. A preferencial da Vale perdeu 2,97 por cento, a 32,31 reais.

No caso da mineradora, também pesou a revisão na recomendação para o ADR da empresa pelo banco Morgan Stanley. A instituição mudou de "Equal-weight" para "Underweight".

Como na quarta-feira, as ações da Perdigão e da Sadia lideraram os ganhos no Ibovespa, ainda sob efeito da avaliação positiva de vários analistas para a união das duas empresas. A Link Investimentos, por exemplo, mantém a recomendação de "compra" para Perdigão e elevou Sadia para "compra". As ordinárias da Perdigão avançaram 5,82 por cento, para 39,10 reais, e as preferenciais da Sadia subiram 5,97 por cento, a 4,97 reais.

No outro extremo, entre as maiores perdas, as units da ALL caíram 5,46 por cento e as preferenciais da Vivo tiveram baixa de 5,40 por cento.

De acordo com Folchini, do WestLB, a queda da Bolsa nesta quinta-feira "está longe de ser um resultado ruim". "A Bovespa precisava passar por uma realização de lucros em algum momento, pois subiu muito desde meados de março", argumentou. Ele acrescentou que, graficamente, o Ibovespa permanece dentro de um canal de alta. "Ainda não é possível considerar uma mudança na tendência de alta."

(Reportagem de Paula Laier)

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