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Bovespa pega carona no mercado externo e encerra em alta

O Ibovespa avançou 1,57%, para 57.798 pontos, acumulando valorização de 5,7% na semana

Reuters,

21 de setembro de 2007 | 18h12

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta nesta sexta-feira, acompanhando o movimento das principais bolsas européias e norte-americanas e com investidores aliviados pelo IPCA-15 abaixo do esperado. As ações da Natura e do setor de telecomunicações contribuíram para o pregão positivo. O Ibovespa avançou 1,57%, para 57.798 pontos, acumulando valorização de 5,7% na semana. O volume financeiro na Bolsa foi de R$ 4,3 bilhões, em linha com a média diária do ano.  Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones encerrou em alta de 0,39% e teve a melhor semana desde março. "A tendência no mercado de hoje seria de alta" porque os problemas de crédito no exterior se acalmaram, afirmou Carlos Ribeiro, da Corretora Novação.  Condições apertadas de crédito preocuparam o mercado financeiro global, mas a decisão do Federal Reserve nesta semana de cortar o juro básico norte-americano em 0,50 ponto percentual - de 5,25% para 4,75% ao ano - abrandou os temores de uma recessão nos EUA.  Entre os destaques da Bovespa, estiveram as ações da Natura, da Petrobras e da Tele Norte Leste (Oi). Os papéis da Natura avançaram 6%, para R$ 23,02, em meio a especulações de que estaria sendo visada pela Avon. Nos EUA, um porta-voz da Avon disse que a empresa não comenta rumores de mercado. Por meio de comunicado ao mercado no final da tarde, a Natura negou que esteja sendo alvo de qualquer negociação.  Segundo a analista Kelly Trentin, da corretora SLW, a alta é decorrente de especulações da possível compra e do fato de que as ações da Natura estavam baixas. "Como as ações estavam desvalorizadas, a expectativa acarretou um forte impulso na valorização, mas não há nada concreto ainda, apenas especulação", afirmou mais cedo. Mais destaques As ações da Tele Norte Leste subiram 3,68%, para R$ 40,60, após a Telemar Participações informar que levantou capital para um leilão de compra de suas ações. Apesar da reação positiva das ações, alguns analistas ainda vêem com reservas o sucesso do leilão, que já foi adiado três vezes.  "A dificuldade do leilão é a aceitação de dois terços... Há cinco ou seis grandes investidores que sozinhos já podem bloquear a transação", afirmou Alexandre Constantini, analista de telecomunicações do Deutsche Bank.  A Petrobras reagiu à confirmação, na véspera, da existência de óleo leve na Bacia de Santos, segundo analistas. As ações da petrolífera terminaram o dia com valorização de 2,99%, a R$ 58,50.

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