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Bovespa perde 1,64% após notícias nos EUA e Tailândia; Dólar encerra em alta

A cautela típica de véspera de reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), que decide a taxa de juros norte-americana, associada à preocupação com o risco de "pouso forçado" nos EUA e mais o desconforto provocado pelo escândalo do dossiê, mantiveram a Bolsa de Valores de São Paulo pressionada durante toda a manhã. À tarde, houve ainda um golpe de Estado na Tailândia, que aprofundou a baixa na Bolsa paulista. No mercado interbancário, o dólar comercial encerrou em alta de 0,75%, cotado a R$ 2,163. A moeda oscilou entre a mínima de R$ 2,145 e a máxima de R$ 2,165. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado à vista terminou com valorização de 0,77%, valendo também R$ 2,163. O Ibovespa, principal índice, terminou o dia com perda de 1,64%, aos 35.885 pontos, novamente abaixo do patamar dos 36 mil pontos. Na mínima, o índice recuou 2,54%. Na máxima, subiu apenas 0,01%. O volume ficou em R$ 2,02 bilhões. A queda de 2,07% das ações preferenciais de Petrobras, por conta da desvalorização nos preços do petróleo, também pesou sobre o Ibovespa.Na Tailândia, no início da tarde (horário de Brasília), foi declarado estado de emergência, em meio a rumores sobre um golpe de Estado. Mais tarde, o comandante geral do exército tailandês assumiu o poder e declarou lei marcial.O recuo da Bolsa no início do dia foi puxado pelo receio de "pouso forçado" da economia norte-americana, depois da queda forte, de 6%, o dobro do previsto, no número de construções residenciais iniciadas em agosto. Além disso, o índice de preços ao produtor (PPI) apontou inflação bem mais fraca que a prevista (o índice cheio subiu 0,1% e o núcleo recuou 0,4%, ante expectativa de alta de 0,2% para ambos), fazendo crescer nos investidores o temor de uma desaceleração mais forte do que a esperada.DólarRumores sobre o golpe de Estado ocorrido nesta terça-feira na Tailândia, conhecidos no início da tarde, definiram tendência de alta para a cotação do dólar no Brasil.As notícias sobre a Tailândia afetaram o mundo desenvolvido e, ainda mais intensamente, os emergentes. Caracterizada como um dos tigres asiáticos, a Tailândia foi atingida pela crise que a região enfrentou em 1997 e tem os EUA e o Japão como principais parceiros comerciais.A crise política tailandesa pegou o mercado global já sensível pelas interpretações dadas aos números econômicos norte-americanos que foram divulgados esta manhã. Internamente, no mercado de câmbio, a reação às novidades dos EUA foi dúbia e deixou a cotação do dólar sem trajetória firme durante a maior parte da manhã.

Agencia Estado,

19 de setembro de 2006 | 18h05

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