Bovespa perde força após fechamento mas termina no azul

Animada com o plano divulgado porvários bancos centrais para conter o aperto no mercado globalde crédito, a Bolsa de Valores de São Paulo terminou aquarta-feira em alta, apesar do recuo momentâneo em Wall Streetter reduzido os ganhos do dia no mercado acionário brasileiro. O Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, encerrou emalta de 0,36 por cento, a 64.741 pontos. O volume financeirofoi de 16,6 bilhões de reais, em dia de vencimento de opçõessobre o índice. Às 18h, o índice subia 1,2 por cento, masreduziu os ganhos no ajuste depois que as bolsas de valores deNova York iniciaram trajetória de queda. Nos Estados Unidos, os principais índices de ações operaramcom forte volatilidade no final do pregão, com o ressurgimentode preocupações sobre as perdas com a crise de hipotecasderrubando o otimismo inicial. Mas acabaram terminando o pregãoem alta. No front doméstico, o dia começou com a notícia sobre ocrescimento do PIB no terceiro trimestre, que cresceu 1,7 porcento ante o período anterior. Economistas consultados pelaReuters esperavam expansão de 1,4 por cento. O mercado intensificou suas atividades e ganhos depois quediversos bancos centrais, incluindo o Federal Reserve e o BancoCentral Europeu, anunciaram a criação de instrumentostemporários de crédito de curto prazo, para garantir liquidezao sistema financeiro em meio à crise global de crédito queteve origem com problemas no setor imobiliário dos EUA. PETROBRAS AVANÇA Entre as ações que compõem o Ibovespa, a blue chipPetrobras ajudou a segurar a alta do índice, com o maior giroe valorização do pregão. As preferenciais da estatal avançaram 5,06 por cento, para84,99 reais. Os papéis se beneficiaram do aumento do preço dopetróleo no mercado internacional, com o barril da commodity emNova York subindo 4,48 dólares, para 94,50 dólares. Na outra ponta, as ações que mais caíram foram novamente asdas Lojas Renner, que tiveram desvalorização de 6,67 por cento,para 37,80 reais. Na véspera os papéis da varejista de roupasjá haviam perdido 9 por cento, repercutindo a revisão das suasestimativas para o quarto trimestre, com reflexo para o ano. (Por Rodolfo Barbosa)

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