Bovespa perde força mas garante 5o pregão seguido de alta

Por Stella Fontes

REUTERS

24 de agosto de 2009 | 18h19

SÃO PAULO, 24 de agosto - Após um início de sessão em terreno positivo, diante de nova rodada de indicadores dos Estados Unidos que foram bem recebidos pelos investidores, a bolsa paulista acompanhou a tendência de devolução de ganhos exibida no mercado norte-americano e praticamente zerou a alta de mais cedo.

Apesar da perda de vigor, o Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro, conseguiu se segurar e emplacou a quinta alta consecutiva. O índice encerrou a jornada com ganho de 0,08 por cento, aos 57.775 pontos e o giro financeiro ficou em 5,2 bilhões de reais.

Nos Estados Unidos, o Dow Jones também fechou praticamente estável, com ganho de 0,03 por cento, após ter tocado terreno negativo.

"Os indicadores foram bons e não há motivo específico para o desempenho de lado desta sessão, a não ser realização de lucros, tanto no mercado doméstico quanto lá fora", afirmou o analista Pedro Galdi, da corretora SLW.

As ações preferenciais da Petrobras, que têm o maior peso individual no Ibovespa, fecharam com baixa de 0,68 por cento, a 33,40 reais, reagindo à notícia de que o BG Group não encontrou hidrocarbonetos em um poço perfurado em parceria com a estatal brasileira no poço Corcovado-2.

Os papéis preferenciais da Vale, que também têm participação relevante no índice, subiram 1,24 por cento, para 33,60 reais.

Na avaliação de Galdi, da SLW, o fato de os papéis estarem atrasados em relação ao Ibovespa, no acumulado do ano, atraiu fluxo comprador nesta jornada. "Além disso, há retomada da produção em siderúrgicas, o que indica demanda maior por minério", acrescentou.

Siderúrgicas foram destaque de ganho no Ibovespa, em dia de divulgação das projeções do Instituto Aço Brasil (IABr). Os papéis da CSN avançaram 2,98 por cento, a 51,80 reais, e os de Gerdau subiram 1,01 por cento, a 22,90 reais. Usiminas seguiu na contramão das pares e marcou queda de 1,95 por cento, a 47,36 reais.

No noticiário corporativo, os destaques do dia foram a associação entre Itaú e Porto Seguro e a negociação para possível aliança entre Braskem e Quattor.

Logo cedo, o Itaú Unibanco informou que vai assumir o equivalente a 30 por cento de um grupo mais amplo de seguros da Porto Seguro. Os investidores aprovaram o negócio e os papéis do Itaú Unibanco avançaram 0,91 por cento, para 34,51 reais. Já as ações da Porto Seguro, que não estão no Ibovespa, dispararam 9,38 por cento, a 17,50 reais.

Os papéis de Braskem, por sua vez, perderam 2,13 por cento, a 10,10 reais, diante da notícia de que a petroquímica poderá constituir aliança estratégica com a Quattor.

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