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Bovespa perde o fôlego e fecha em queda de 0,61%

Cautela esfriou o ânimo dos investidores diante de mais dados positivos dos Estados Unidos

AE,

25 de agosto de 2009 | 17h19

A confiança do consumidor norte-americano em agosto foi bem melhor que o esperado, mas insuficiente para amenizar o tom de cautela adotado pelos mercados nesta terça-feira, 25. Logo após o anúncio do indicador, a Bovespa renovou a máxima, voltando à casa dos 58 mil pontos, mas perdeu força e, muitas vezes, a direção, oscilando entre os terrenos positivo e negativo. Ao final do pregão, o índice da Bolsa de São Paulo registrou queda de 0,61% (57.421,43 pontos), rompendo uma sequência de cinco altas consecutivas.

 

Nos Estados Unidos, os indicadores econômicos divulgados reforçaram a tese de que o país emerge da recessão, projetando os mercados acionários um pouco mais adiante no rali já considerado excessivo para alguns em Wall Street. Os preços dos imóveis norte-americanos deram sinais de recuperação e os consumidores mostraram-se inesperadamente mais confiantes durante agosto. O presidente norte-americano Barack Obama também deu sua contribuição ao indicar Ben Bernanke para um segundo mandato no comando do Fed. Com este cenário favorável, as bolsas em Nova York encerraram o dia com índices positivos: Dow Jones avançou 0,32%; Nasdaq subiu 0,31%; e S&P-500 teve alta de 0,24%.

 

Os principais índices do mercado de ações europeu fecharam em alta, impulsionados pelos papéis do segmento de telecomunicações e pela notícia do Fed nos EUA. Londres fechou em alta de 0,42%; Frankfurt com ganho de 0,68% e Paris com valorização de 0,78%.

 

Fluxo cambial negativo no dia e na última semana ajudaram a segurar a cotação do dólar ante o real nesta terça-feira, a despeito do noticiário internacional positivo e do comportamento favorável nas bolsas de valores lá fora e aqui. Nesta terça-feira, o dólar foi vendido a R$ 1,857, com alta de 0,65%, a segunda consecutiva no mercado local.

 

O mercado de juros reagiu com firmeza ao resultado IPCA-15 de agosto, que pressionou para cima as taxas desde o início da sessão. O índice de inflação, de 0,23%, praticamente repetiu a variação de julho (0,22%) e veio dentro das expectativas colhidas pelo AE Projeções (0,15% a 0,24%), mas superou a mediana de 0,18%. Como nesta última segunda-feira no final da tarde ganharam força no mercado especulações em torno de um número abaixo das previsões, próximo a 0,10%, nesta terça-feira foi dia de correção para os juros pós-fixados (DIs). Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2010 (118.220 contratos) subia a 8,62%, de 8,60% e 8,61% no fechamento a ajuste ontem. O DI janeiro de 2011 (167.575 contratos) avançava a 9,66%, de 9,59% e 9,62% no fechamento e ajuste de ontem. O DI janeiro de 2012 (61.975 contratos) estava em 11,04%, de 10,98% no fechamento e 11,00% no ajuste.

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