Bovespa: planos para crescer

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) chega aos 110 anos enfrentando o maior desafio de sua história: manter-se como o maior centro de movimentação de capitais da América Latina, ameaçado pela crescente migração das empresas brasileiras para a Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). O desenvolvimento tecnológico permitiu que essas companhias captassem recursos internacionais em bolsas de outros países. Para tentar superar esse problema, uma das alternativas é a criação do Mercado Global de Ações, discutida com diversas bolsas internacionais, como a Tokio Stock Exchange, a Hong Kong Exchange and Clearing, a Australian Stock Exchange, a Euronext, que engloba as bolsas de Paris, Bruxelas e Amsterdã, a NYSE, a Toronto Stock Exchange e a Bolsa Mexicana de Valores. O Mercado Global tem o objetivo conectar as bolsas em um sistema integrado de negociação para atender investidores em todo o mundo. Novo mercadoSão esperadas outras mudanças, como o desaparecimento dos operadores de pregão e um novo mercado baseado no Neuer Market alemão - modelo que criou uma febre de aberturas de capital naquele país. Segundo o presidente da Bovespa, Alfredo Rizkallah, esse novo mercado, chamado de Nasdaq brasileira, com uma proposta de maior transparência e igualdade de tratamento entre os acionistas, deverá entrar em operação ainda este ano."Queremos um padrão universal, com uma política transparente de resultados", disse. Segundo Rizkallah, a estrutura acionária brasileira atual é "anacrônica". Por isso, enquanto a nova Lei das S.As. não é aprovada pelo Legislativo, a adoção do novo sistema seria uma resposta da Bovespa aos atrasos da tramitação do projeto.

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