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Bovespa pode fechar com a maior queda do ano

No pior momento do dia chegou a cair 8,8%. Neste ano, a maior queda da Bolsa foi alcançada no dia 27 de fevereiro, quando o Ibovespa despencou 6,63%

16 de agosto de 2007 | 16h17

A queda da Bolsa nesta quinta-feira poderá ser a maior do ano. Às 16h13, o Ibovespa - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) - está em 45.788 pontos, baixa de 7,09%. No pior momento do dia chegou a cair 8,8%. Neste ano, a maior queda da Bolsa foi alcançada no dia 27 de fevereiro, quando o Ibovespa despencou 6,63%. Naquele dia, os investidores ficaram assustados com o risco de desaceleração da economia chinesa. A Bolsa de Xangai, que caiu quase 9%, arrastou os mercados acionários mundiais.   Veja também: Onda de prevenção a prejuízo se abate e juro futuro sobe Em quase um mês, empresas brasileiras perderam US$ 209,7 bi O sobe de desce do dólar Os efeitos da crise do setor imobiliário dos EUA Ouça a análise do comentarista Celso Ming     Nos últimos dez anos, a Bolsa apresentou quedas fortes em 97, 98, 99 e 2001. Em 97, a maior baixa do ano veio no dia 27 de outubro. O Ibovespa caiu 14,97%. O mercado de ações foi influenciado pela crise asiática. A Tailândia desvalorizou sua moeda em 20% , o que abalou a Malásia, a Indonésia, Filipinas e Coréia do Sul.   Em 98, foi a vez da crise russa. Naquele ano, a maior queda do Ibovespa veio no dia 10 de setembro e foi de 15,82%. A Rússia declarou moratória da dívida externa e desvalorizou o rublo. As medidas assustaram os investidores em relação aos demais mercados emergentes.   Em 99, o foco da crise era o Brasil. O governo brasileiro cedeu às pressões e mudou a política cambial do país no dia 13 de janeiro. O real teve desvalorização de 9% frente ao dólar. A maior queda da bolsa naquele ano ocorreu no dia seguinte, 14, quando despencou 9,96%. Gustavo Franco deixou a presidência do BC.   Em 2001, os ataques terroristas do 11 de setembro aos Estados Unidos também mexeram com o comportamento das bolsas. A maior queda das ações, que ocorreu justamente no dia do ataque, foi de 9,17%.

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