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Bovespa recua 0,05% em dia de estreia do Santander

Quedas nos mercados externos impedem elevação da Bolsa de São Paulo, que atinge 62.638,28 pontos

Claudia Violante, da Agência Estado,

07 de outubro de 2009 | 17h31

Num dia de agenda esvaziada e com o noticiário corporativo agitado, a Bovespa se engraçou novamente com os 63 mil pontos. Mas, assim como nesta última terça-feira, não conseguiu dar sustentação ao patamar por causa da queda das bolsas internacionais, amplificada no Brasil pelo recuo dos papéis do setor financeiro. A estreia das units do Santander pesou sobre o segmento, enquanto o setor de telefonia ganhou os holofotes com a oferta da Telefônica pela GVT. Vale foi um ponto de resistência do Ibovespa, depois que o Goldman Sachs elevou a recomendação para os papéis. Petrobrás virou para cima à tarde e ajudou a diminuir as perdas do índice.

 

Após três altas consecutivas, a Bolsa brasileira registrou ligeira queda, de 0,05%, aos 62.638,28 pontos. Na mínima do dia, registrou 62.104 pontos (-0,90%) e, na máxima, os 63.015 pontos (+0,55%). No mês, a Bolsa sobe 1,82% e, no ano, 66,81%.

 

O giro financeiro somou R$ 8,897 bilhões, acima da média mensal (R$ 6,085 bilhões, de acordo com o site da Bolsa) por causa da forte movimentação com os papéis do Santander. As units estrearam hoje e registraram 32.454 negócios, com giro de R$ 1,932 bilhão. Fecharam em queda de 3,74%, a R$ 22,62.

 

A estreia do Santander acabou influenciando o desempenho das demais ações do setor financeiro, que haviam subido bem nas últimas semanas. Bradesco PN caiu 3,99%, na maior queda do Ibovespa, seguida por Itaú Unibanco PN, com -3,18%. BB ON terminou em -2,46%. Hoje, este banco aumentou em R$ 4 bilhões o limite pré-aprovado de crédito consignado para 2 milhões de clientes. Além disso, uma fonte informou à agência Dow Jones que o Banco do Brasil planeja levantar ao menos US$ 500 milhões em uma emissão externa de bônus perpétuos. Ainda no setor financeiro, Redecard ON caiu 2,68% e VisaNet ON, 1,78%.

 

Além de Santander, a telefonia entrou no foco hoje, depois que a Telefônica anunciou uma oferta pública voluntária para aquisição de até 100% das ações da GVT pelo preço de R$ 48,00 por papel, com pagamento em dinheiro. Segundo a Telefônica, o valor da aquisição pode chegar a R$ 6,5 bilhões. Telesp PN recuou 0,99% e ON, 1,19%. GVT ON subiu 13,74%.

 

A Bovespa contou com a ajuda das ações da Vale, que subiram influenciadas pela alta dos metais no mercado externo e também de nota divulgada pelo Goldman Sachs. O banco elevou de neutra para compra sua recomendação para os papéis da mineradora.

 

Vale ON subiu 2,41% e PNA, 2,10%. O setor siderúrgico também fechou em alta. Gerdau PN, +0,59%, Metalúrgica Gerdau PN, +1,07%, Usiminas PNA, +1,50%, e CSN ON, +0,14%.

 

A Petrobrás, que oscilou boa parte da sessão em baixa seguindo o comportamento do petróleo, voltou a subir depois que a commodity encerrou as negociações no exterior. Na Nymex, o contrato para novembro caiu 1,85%, para US$ 69,57. Aqui, Petrobrás ON terminou com ganho de 0,45% e PN, de 0,49%.

 

Nos EUA, depois de cair em boa parte do dia, os papéis acabaram devolvendo as perdas e apenas o Dow Jones não conseguiu fechar no azul. Mas caiu apenas 0,06%, aos 9.725,58 pontos. S&P 500 subiu 0,27%, para 1.057,57 pontos, e Nasdaq terminou em alta de 0,32%, aos 2.110,33 pontos. Os investidores aguardam os números trimestrais da Alcoa, que serão divulgados ainda hoje, inaugurando a temporada de balanços nos Estados Unidos. Os dados são preliminares.

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