Bovespa recua 0,53% pressionada por ações da Petrobrás e do setor financeiro

Mercado local foi afetado negativamente pela tensão na Ucrânia e expectativa de divulgação de nova pesquisa eleitoral

Reuters

07 de agosto de 2014 | 18h14

O principal índice da bolsa brasileira fechou em queda nesta quinta-feira, pressionado pelas ações da Petrobrás e do setor financeiro, em meio à expectativa de divulgação à noite de nova pesquisa eleitoral.

O aumento da tensão entre a Rússia e o Ocidente por causa da crise na Ucrânia também afetou negativamente o mercado local.

O Ibovespa encerrou em baixa de 0,53%, a 56.188 pontos. O giro financeiro do pregão totalizou R$ 6,04 bilhões.

"A Petrobrás mexe com os corações, mas, na minha leitura, a piora do mercado está mais relacionada ao cenário externo, com a questão da Rússia", disse o gestor na Effectus Investimentos Joaquim Kokudai. "Claro que, dependendo do resultado, a pesquisa pode apagar isto", ponderou.

A contaminação externa no pregão brasileiro se deu pela deterioração dos índices acionários em Wall Street que chegaram a esboçar ganhos no início do dia, mas passaram a recuar ainda no final da manhã por preocupações com a situação na fronteira da Ucrânia e a troca de sanções entre Moscou, Estados Unidos e União Europeia.

A Petrobrás experimentou uma sessão volátil, com os papéis preferenciais encerrando em queda pela primeira vez na semana, de 0,79%, a R$ 20,15, após valorização de quase 7% nos três pregões anteriores. Ao longo do dia, as ações chegaram a subir 1,87% na máxima e a cair 2,12% na mínima.

As ações ordinárias da estatal fecharam em baixa de 1,26%, a R$ 18,80, também encerrando uma sequência de três altas.

Conforme informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a TV Globo contratou pesquisa Ibope sobre a corrida presidencial com divulgação prevista a partir desta quinta. A previsão no mercado é que os números sejam revelados pelo Jornal Nacional.

Na quarta-feira, foi registrada no TSE nova pesquisa Sensus, com divulgação a partir de 11 de agosto.

Também nesta quinta-feira a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou no final da manhã que a produção de petróleo no Brasil em junho atingiu o recorde de 2,246 milhões de barris por dia, mas a revelação não foi suficiente para conter a queda das ações da Petrobras.

Do setor financeiro, a ação da BM&FBovespa liderou as perdas do índice, com recuo de 2,8%. A operadora de bolsa brasileira divulga balanço após o fechamento do mercado ainda nesta quinta-feira. Em e-mail a clientes no início da tarde, o Itaú BBA disse que alguns investidores estavam reduzindo exposição ao papel antes da divulgação dos números do segundo trimestre.

Prévia da Reuters para o resultado da BM&FBovespa mostrou que a menor quantidade de dias úteis e os fracos volumes de negociações no segundo trimestre provavelmente impactaram os resultados da empresa.

A queda de 0,89% das preferenciais do Itaú Unibanco, para R$ 35,48, e de 1,05% das preferenciais do Bradesco, para R$ 34,75, também tiveram um peso importante no recuo do Ibovespa. No caso do Itaú, o declínio ocorreu mesmo após UBS e Goldman Sachs elevarem o preço-alvo para o papel do maior banco privado do Brasil.

Entre as ações de empresas que divulgaram balanço após o fechamento da quarta-feira e a manhã desta quinta-feira, Ultrapar destacou-se entre as maiores altas do Ibovespa por quase toda a sessão, após registrar lucro líquido de R$ 301,4 milhões no segundo trimestre.

Os papéis de AES Eletropaulo, por sua vez, reverteram perdas iniciais após a divulgação de balanço mostrando prejuízo de R$ 354,4 milhões de abril a junho de 2014, e fecharam o dia com elevação de 0,68%, a R$ 10,30.

As ações da Braskem também recuaram nesta sessão, reagindo ao resultado do segundo trimestre, apesar de a petroquímica ter revertido o prejuízo de um ano atrás com um lucro de R$ 124 milhões. Os papéis fecharam em queda de 1,17%, a R$ 14,42.

Fora do Ibovespa, as ações da Marisa Lojas voltavam subir fortemente nesta sessão, terminando em alta de 4,45%, a R$ 16,90. Coluna Direto da Fonte, do O Estado de S. Paulo, disse que André Esteves, do Grupo BTG Pactual, estaria interessado na empresa.

No início da semana, circularam rumores de que a Lojas Renner estaria interessada na Marisa Lojas, o que foi negado pela Renner.

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