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Bovespa recua 0,57% e registra perda de 2,38% na semana

Resultado negativo é influenciado por queda no varejo dos EUA e a confirmação de recessão da zona do euro

Claudia Violante,

14 de novembro de 2008 | 19h01

A Bolsa de Valores São Paulo não conseguiu manter a alta exibida na abertura do pregão desta sexta-feira, 14,e sucumbiu às perdas exibidas em Nova York, puxadas por uma nova leva de indicadores econômicos e a confirmação de recessão da zona do euro. O Ibovespa, indicador de referência da Bolsa, encerrou o dia em baixa de 0,57%, aos 37.789,10 pontos, acumulando -2,38% de baixa. Caíram blue chips Vale e Petrobras, siderúrgicas, bancos, elétricas, construtoras, com a ressalva de que o volume movimentado foi muito fraco.   A melhora das bolsas norte-americanas no final da sessão permitiu que as perdas fossem diminuídas. No mês, o desempenho é negativo em 3,94% e, no ano, em 43,98%. O índice oscilou entre a mínima de 35.016 pontos (-2,72%) e a máxima de 36.697 pontos (+1,95%). O giro financeiro, fraco, totalizou R$ 3,09 bilhões. Os dados são preliminares.   Varejo em queda nos EUA   Os Estados Unidos registraram queda recorde nas vendas do varejo em outubro, dado que foi amplificado pela notícia de que a zona do euro entrou em recessão pela primeira vez - embora a França tenha conseguido manter o nariz fora da água. As vendas no varejo caíram 2,8% em outubro nos EUA, a quarta desaceleração seguida e a maior em registro, desde que os números começaram a ser recolhidos, em 1992. As vendas em setembro cederam 1,3%, dado revisado da estimativa anterior de retração de 1,2%. Economistas esperavam queda de 2,4% nas vendas em outubro. O recorde anterior de queda nas vendas do varejo norte-americano era de novembro de 2001, quando caíram 2,65%.   No lado corporativo, as varejistas mostraram números ruins, a agência hipotecária Freddie Mac teve prejuízo e ocorreram anúncios de cortes de emprego de empresas como Sun Microsystems e Citigroup. A varejista J.C. Penney anunciou queda de 52% de seu lucro trimestral e previu resultados para o trimestre atual abaixo das estimativas do mercado e a Nokia fez um alerta desfavorável de desempenho; a Freddie Mac divulgou forte aumento do prejuízo trimestral, e a Sun Microsytems disse que pode cortar até 18% de sua força de trabalho global (6 mil pessoas); o Citigroup também vai cortar vagas, mais de 10 mil, além de elevar o juro do cartão de crédito.   No Reino Unido, a BBC informou que o RBS pretende eliminar 3 mil postos de trabalho. Mesmo o bom índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan, ainda preliminar de novembro, não impediu o resultado negativo. O indicador subiu para 57,9, de 57,6 em outubro, ante previsão dos economistas de que o índice cairia para 55.     Bolsas em alta na Europa      Na Europa, as bolsas conseguiram driblar os dados da recessão e fechar em alta. O PIB da zona do euro no terceiro trimestre encolheu 0,2% ante o segundo, depois de ter contraído também 0,2% no  segundo trimestre frente ao primeiro. A França escapou da recessão, mas viu o PIB do terceiro trimestre minguar para 0,1%. Na Espanha, houve contração da economia de 0,2% no mesmo período.   Em Londres, o índice FT-100 subiu 1,53% e fechou com 4.232,97 pontos; na semana, o FT-100  acumulou queda de 3,02%. Em Paris, o índice CAC-40 avançou 0,67% e fechou com 3.291,47 pontos; na semana, o índice registrou uma desvalorização de 5,12%. Em Frankfurt, o índice DAX-30 subiu 1,31% e fechou com 4.710,24 pontos; na semana, o índice DAX-30 perdeu 4,62%.   No Brasil, as maiores baixas ficaram com Eletropaulo PNB (-9,22%), TAM PN (-8,45%) e Lojas Renner ON (-6,01%) e as maiores altas com Vivo PN (+8,8%), TIM Par PN (+8,08%) e Cosan ON (+5,58%). CSN ON avançou 0,83%. A empresa divulga ainda hoje resultado do terceiro trimestre. Vale ON, -0,88%, Vale PNA, +1,07%. Petrobras PN, -1,61%, ON, -2,07%. Em Nova York, o contrato para dezembro do petróleo caiu 2,06% e fechou a US$ 57,04.

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