Bovespa recua 0,79% e tem desempenho melhor que exterior

Cenário:

CLAUDIA VIOLANTE, O Estado de S.Paulo

22 de novembro de 2011 | 03h08

Os velhos problemas continuam sem solução e novos aparecem a cada dia. Nesse contexto, os mercados acionários continuam afugentando investidores, o que fez com que a Bovespa abrisse a semana em baixa, embora tenha conseguido recuperar os 56 mil pontos, perdidos na abertura, ao longo da sessão. O vencimento de opções sobre ações trouxe um pouco de volatilidade pela manhã, mas, à tarde, o principal índice à vista operou com menos vaivém e conseguiu manter perdas bem menores do que as exibidas em Wall Street. O Ibovespa recuou 0,79%, aos 56.284,59 pontos, após ter descido aos 55.505 pontos (-2,16%) no momento mais crítico do dia. O giro financeiro atingiu R$ 11,547 bilhões. Desse total, R$ 4,86 bilhões foram decorrentes do exercício de opções sobre ações - trata-se do melhor desempenho desde outubro de 2010.

A queda menor da Bovespa em relação ao mercado norte-americano e europeu se deve, segundo analistas, ao quadro econômico interno mais favorável, o que pode ser comprovado pela elevação da nota do Brasil, na semana passada, pela agência de classificação de risco Standard & Poor's. Ontem, teria havido um movimento de compras que ajudou a aliviar as perdas do dia.

No cenário externo, entretanto, sobravam justificativas para os investidores fugirem dos ativos de risco. Nos EUA parece que não terá êxito o esforço de última hora do supercomitê bipartidário para chegar a um acordo até amanhã para reduzir o déficit federal em pelo menos US$ 1,2 trilhão pelos próximos dez anos.

Na Europa, há a possibilidade da agência Moody's alterar para negativa a perspectiva da nota de crédito da França e risco de aumento de perdas do sistema financeiro da região com a deterioração das condições da economia europeia.

O aumento da aversão ao riscou provocou uma fuga para o dólar ante a maioria das moedas. A moeda dos EUA superou o patamar de R$ 1,80 pela primeira vez desde 5 de outubro e engatou a quinta alta consecutiva.

Após as quedas fortes registradas na semana passada, os juros futuros tiveram um dia de ajuste e a maioria dos vencimentos subiu. A despeito da piora internacional, houve algum acúmulo de prêmios ao longo da curva a termo. Analistas e operadores não enxergaram nos indicadores divulgados no dia motivos para esse movimento, uma vez que a Pesquisa Focus do Banco Central veio sem novidades e o exterior não justificam otimismo.

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