Bovespa recua 1,28% na semana e deve ter 2º mês de perdas

Cenário:

ALESSANDRA TARABORELLI E, ANA LUÍSA WESTPHALEN, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2012 | 03h07

A Bovespa cedeu 0,81% ontem, aos 61.691,21 pontos, em movimento contrário ao verificado no exterior. Com isso, a Bolsa brasileira caiu 1,28% na semana, elevando as perdas no mês para 4,37%. Se for confirmado este desempenho na segunda-feira, o Ibovespa registrará o segundo mês seguido de queda. Como o último dia útil de abril está espremido entre este fim de semana e o feriado do Dia do Trabalho, na terça-feira, a perspectiva de poucos negócios na segunda-feira levou os investidores a se desfazerem antecipadamente de algumas posições, o que trouxe um viés de baixa para o Ibovespa. No exterior, por outro lado, os principais índices de ações se seguraram no território positivo, embora o resultado do PIB dos EUA no primeiro trimestre (+2,2%) tenha decepcionado. Os investidores se apegaram principalmente aos balanços corporativos e aos números positivos de consumo e confiança do consumidor norte-americano. Em Nova York, o Índice Dow Jones subiu 0,18%; o S&P500, 0,24%; e o Nasdaq, 0,61%.

Na renda fixa, os agentes financeiros continuaram repercutindo a ata da última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, deixando em segundo plano o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de abril, que mostrou aceleração da inflação. As taxas de curto e médio prazos recuaram mais uma vez em relação aos ajustes anteriores, refletindo o aumento das apostas em novo corte de 0,50 ponto porcentual da taxa Selic em maio. Na semana passada, o Copom reduziu o juro básico da economia em 0,75 ponto porcentual, para 9% ao ano. A corrente dos que acreditam em novo corte de 0,5 ponto porcentual ganhou adeptos, sobretudo devido à leitura de que a presidente Dilma Rousseff está determinada a buscar novos patamares para as taxas de juros, além de garantir um certo nível de crescimento econômico. Nem mesmo o superávit do setor público consolidado um pouco abaixo do esperado e a pequena valorização de alguns ativos no exterior atrapalharam o ajuste de baixa dos juros.

No câmbio, com a formação da taxa média do dólar de fim de mês (Ptax) na segunda-feira, véspera do feriado do Dia do Trabalho, os agentes financeiros se concentraram na antecipação de rolagens de contratos futuros, enfraquecendo os negócios à vista. O fluxo cambial foi positivo e o Banco Central comprou moeda a R$ 1,8850. Ontem foi a quinta vez em que dólar à vista terminou acima de R$ 1,880, cotado a R$ 1,8860 (+0,05%) no balcão.

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