Bovespa recua 1,31%, na contramão das Bolsas em Nova York

A aguardada entrevista do presidente do Banco Central norte-americano, Ben Bernanke, a primeira em 98 anos após uma reunião de política monetária, não deu pistas sobre quando o aperto nos juros deve começar nos EUA. O chairman do Fed praticamente ratificou o comunicado divulgado um pouco antes pelo Comitê de Política Monetária, que manteve, como o esperado, a taxa básica de juro entre 0% e 0,25% e sinalizou o fim do programa de compra de bônus de US$ 600 bilhões em junho, como planejado. Bernanke acrescentou que o fim do programa de compra de títulos não trará impacto sobre o mercado. Segundo ele, as condições econômicas atuais, incluindo o aumento ''transitório'' nos preços das commodities, não justificam mudanças na política monetária. A sinalização sustentou expectativas de que o dólar seguirá fraco. As bolsas em Nova York se firmaram no terreno positivo depois do comunicado seguido da fala de Bernanke.

Claudia Violante, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2011 | 00h00

Aqui, a Bovespa não mudou de rumo, e persistiu em forte baixa, pressionada pela queda de ações de mineradoras, siderúrgicas e da Petrobrás. O Ibovespa caiu 1,31%, aos 66.264,47 pontos.

O dólar aprofundou as perdas ante o euro, que se beneficiou da perspectiva de um novo aumento dos juros pelo Banco Central Europeu a fim de conter a inflação. Ante o real, contudo, o dólar subiu 0,38%, a R$ 1,570, diante da redução de posições vendidas na moeda.

Os juros de longo prazo continuaram devolvendo prêmios, enquanto os de curto e médio prazos rondaram a estabilidade em meio ao arrefecimento no ritmo de alta do crédito.

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