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Bovespa recua 2,25% em sessão de volume estreito

Em dia de feriado nos EUA, notícias do Oriente Médio influenciaram negativamente a Bolsa

Claudia Violante, da Agência Estado,

26 de novembro de 2009 | 18h38

Esta quinta-feira, 26, tinha tudo para resultar num pregão bem sem graça, por causa do feriado norte-americano do Dia de Ação de Graças, que ao menos cumpriu seu papel de enxugar a liquidez. Mas as notícias vindas do Oriente Médio deram um rumo aos negócios, o de baixa, e a Bovespa interrompeu três sessões de ganhos.

 

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O principal índice à vista recuou 2,25%, aos 66.391,80 pontos. Na mínima do dia, registrou 66.236 pontos (-2,48%) e, na máxima, os 67.911 pontos (-0,01%). No mês, acumula elevação de 7,88% e, no ano, de 76,81%. O giro financeiro totalizou R$ 3,868 bilhões. Os dados são preliminares.

 

A notícia que conduziu os negócios nesta quinta era velha: desde quarta-feira, 25, era conhecido que a empresa estatal de investimentos Dubai World, com passivos de quase US$ 60 bilhões, vai pedir uma paralisação por seis meses no pagamento de sua dívida. Mas nesta quinta-feira, 26, sem agenda nos EUA, os investidores tiveram tempo e espaço para dar a devida importância ao assunto. E os temores são de que um possível default na dívida pelo conglomerado possa desencadear perdas em outras praças financeiras como Ásia e Europa, onde estariam empresas e instituições financeiras com maior exposição ao país dos Emirados Árabes.

 

Na Europa, a reação foi de queda acentuada aos papéis, puxada justamente pelo setor financeiro. Em Londres, o índice FT-100 caiu 3,18%, aos 5.194,13 pontos, mas a bolsa local teve as negociações suspensas por mais de três horas devido a problemas técnicos; em Paris, o índice CAC-40 recuou 3,41%, aos 3.679,23 pontos; em Frankfurt, o índice Dax-30 perdeu 3,25%, aos 5.614,17 pontos; em Madri, o índice Ibex-35 caiu 2,58%, aos 11.657,50 pontos.

 

Na avaliação do economista José Góes, da Win Trade, a notícia é desagradável e a memória da crise está recente. Há, segundo ele, possibilidade de a coisa virar uma bola de neve, embora ele não acredite nisso. "Há chance de isso iniciar um processo mais grave, mas ainda é cedo para dizer", avaliou.

 

Nesta quinta, a seu ver, a notícia abriu espaço para a Bovespa devolver parte dos mais de 80% de ganhos acumulados em 2009 até quarta. Ele acredita que a Bovespa até pode continuar realizando lucros, mas nada com muita severidade. "Vai dar uma boa chance de compra e dar um gás para o final do ano", avaliou.

 

A aversão a risco desencadeada no exterior puxou as commodities para baixo e levou a Bovespa a uma queda praticamente generalizada. Petrobrás ON caiu 2,79%, PN, 2,53%, Vale ON, 2,98%, Vale PNA, 2,05%.

 

No setor financeiro, Bradesco PN recuou 2,23%, Itaú Unibanco PN, 3,27%, BB ON, 2,08%. Panamericano PN caiu 6,45%. Hoje, o banco confirmou que está em negociação com a Caixa Econômica Federal para a venda de 49% do capital social votante e 20% do capital não votante - resultando em uma participação total de aproximadamente 35% do capital social. O preço ainda não foi definido, conforme fato relevante entregue à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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