Bovespa recua em quatro pregões e perde 3,7% na semana

O principal índice do mercado acionário brasileiro oscilou sem uma direção única nesta sexta-feira, afetado pela volatilidade em Wall Street e nas commodities, no último pregão antes do exercício de opções sobre ações na Bovespa.

PAULA LAIER, REUTERS

18 de dezembro de 2009 | 18h46

No fechamento, o Ibovespa caiu 0,41 por cento, aos 66.794 pontos, após variar da máxima de 67.281 pontos à mínima de 66.321 pontos. O volume do pregão totalizou 6,47 bilhões de reais. Na semana, acumulou perda de 3,7 por cento.

"A bolsa passou por nova realização de lucros, com players mirando o vencimento de opções sobre ações na segunda-feira, avaliou Renato Bandeira de Mello, gerente de operações de renda variável na Futura Corretora.

O vencimento de opções influencia o Ibovespa, uma vez que as ações com maior participação no índice, Vale e Petrobras, também figuram nas séries mais líquidas do exercício.

Nesse cenário, as blue chips terminaram sem uma direção única. Petrobras caiu 0,79 por cento, a 36,58 reais, enquanto Vale fechou estável, a 41,45 reais.

"Além disso, com a proximidade do final do ano, boa parte das tesourarias já cumpriu as metas e prefere diminuir a exposição ao risco", acrescentou Bandeira de Mello.

Do exterior, a recuperação das commodities e a estabilização do dólar no começo do dia sinalizavam uma sessão mais positiva nas bolsas ao redor do mundo, mas não foi o que verificou ao longo da jornada.

A indefinição dos índices acionários e a falta de vigor nas commodities para sustentar novas altas, com o dólar voltando a se fortalecer, marcaram mais uma sessão nas bolsas ao redor do mundo.

Em NY, o vencimento quádruplo --futuros de índices, futuros de ações, opções sobre índice e opções sobre ações-- adicionou volatiliade, enquanto o setor de tecnologia manteve o Nasdaq no azul.

O petróleo chegou a fraquejar, mas retomou o fôlego fechando em alta de 0,98 por cento em Nova York, enquanto o índice Reuters-Jefferies CRB situava-se ao redor da estabilidade.

Após cair 0,40 por cento na mínima, o dólar chegou a subir 0,57 por cento ante uma cesta de divisas, oscilando com ganho de apenas 0,08 por cento no final da tarde.

De acordo com profissionais do mercado, passada as operações atreladas ao vencimento quádruplo em NY, investidores voltaram a desmontar posições, o que afetou as operações locais. E como o Ibovespa subiu mais, também sofre mais.

Na cena corporativa, o destaque foi a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que fez uma oferta para comprar a Cimpor, maior produtora de cimento de Portugal, em um negócio de quase 5,7 bilhões de euros (8,1 bilhões de dólares).

As ações da CSN recuaram 5,46 por cento, a 55,41 reais, em meio a dúvidas de analistas sobre o aumento do nível de endividamento e incertezas acerca da operação. Mais informações .

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