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Bovespa recupera perdas relacionadas ao IOF e sobe 2,71%

Trajetórias de ganhos foi amparada pelo bom desempenho de bolsas internacionais e por decisões do G-20

Claudia Violante, da Agência Estado,

09 de novembro de 2009 | 18h36

Depois de uma breve pausa na sexta-feira, 6, a Bovespa retomou nesta segunda-feira, 9, sua trajetória de ganhos, amparada pelo bom desempenho das Bolsas internacionais. O dia foi de otimismo, depois que o encontro do G-20 no final de semana terminou com a mensagem de que ainda é cedo para retirar os estímulos econômicos da economia mundial. Os investidores ousaram comprar risco com vigor, elevando os preços das commodities e levando a Bolsa doméstica a recuperar os 66 mil pontos.

 

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O Ibovespa terminou o dia em alta de 2,71%, aos 66.214,35 pontos - maior nível desde os 67.239,45 pontos de 19 de outubro passado, quando foi anunciada a cobrança de IOF sobre capital estrangeiro em renda variável. O imposto começou a vigorar um dia depois. No mês, acumula ganhos de 7,59% e, no ano, de 76,34%. Nesta segunda, trabalhou apenas no sentido ascendente, registrando, na mínima, 64.475 pontos (+0,01%) e, na máxima, os 66.236 pontos (+2,74%). O giro financeiro totalizou R$ 6,203 bilhões. Os dados são preliminares.

 

O relatório ruim do mercado de trabalho, divulgado na sexta-feira, 6, foi dissipado do horizonte dos negócios, diante da avaliação de que o Federal Reserve vai manter por um prazo razoavelmente comprido as taxas básicas de juros. Essa percepção, saída do encontro do Fomc encerrado na última quarta-feira, ganhou forças no último final de semana, no encontro do G-20 na cidade escocesa de St. Andrews. Os ministros de finanças das principais economias do mundo se comprometeram a manter os estímulos montados durante a crise.

 

A proximidade de final de ano também ajuda nesse clima de otimismo nas ações, já que os gestores tentam sustentar - e ampliar - os ganhos das carteiras para garantir os bônus e a rentabilidade de final de ano.

 

A opção pelo risco, desta forma, recaiu sobre ações e commodities, onde o ouro bateu novo recorde intraday, de US$ 1.109,35 a onça troy, e se refletiu sobre os metais. O petróleo registrou forte alta, também por causa da expectativa com os relatórios de estoques que saem na semana e em razão do furacão Ida. Há preocupação sobre eventuais danos a locais de produção no Golfo do México em razão da tempestade. Na Nymex, o contrato do petróleo para dezembro, terminou cotado a US$ 79,43 o barril, elevação de 2,58%.

 

Em Wall Street, o Dow Jones subia, às 18h20, 1,92%, o S&P, 2,05%, e o Nasdaq, 1,76%.

 

Na Bovespa, Vale e siderúrgicas tiveram ganhos firmes. Além da alta dos metais, a aposta na recuperação de demanda por aço no mercado doméstico, como no caso das montadoras, fabricantes de eletrodomésticos e construção civil, também contribuiu. Ainda mais depois que a Anfavea anunciou que trabalha com a expectativa de vendas melhores que o esperado para 2009.

 

Vale ON subiu 3,44%, PNA, 3,34%, Gerdau PN, 3,05%, Metalúrgica Gerdau PN, 2,71%, Usiminas PNA, 3,31%, e CSN ON, 0,50%.

 

Petrobrás ON terminou em +2,64% e PN em +2,86%. Nesta segunda-feira, 9, o diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, disse que o governo definirá em uma ou duas semanas se vai reduzir o porcentual de álcool misturado na gasolina, hoje de 25%, para outro porcentual que será, no mínimo, de 20%.

 

As maiores altas do Ibovespa foram Klabin PN (+6,24%), MMX ON (+6,10%) e Eletropaulo PNB (+5,69%). Apenas quatro ações do Ibovespa fecharam em baixa: B2W ON (-2%), Sabesp ON (-0,63%), CPFL ON (-0,47%) e Comgás PNA (-0,24%).

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