Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Bovespa reduz ganhos; NY vira e cai com setor financeiro

Bolsa paulista chegou a subir mais de 5% durante a manhã, impulsionada pelo megapacote chinês

Agência Estado,

10 de novembro de 2008 | 15h17

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começou a semana com o pé direito, graças ao megapacote chinês de US$ 586 bilhões, que prevê o afrouxamento das condições de crédito, o corte de impostos e gastos com infra-estrutura. No início da tarde desta segunda, porém, o Ibovespa reduziu os ganhos seguindo as bolsas de Nova York, que inverterem o sinal pelo péssimo desempenho dos papéis da General Motors e das financeiras.  Veja também:Presidente do BCE afirma que crise ainda está em andamentoPresidente da China diz que pretende cooperar com ObamaSaiba os assuntos que serão discutidos no G-20 De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitosEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise Dicionário da crise  Depois de ter atingido 5,62% de alta, aos 38.725 pontos, o Ibovespa subia 1,29% às 15h01 (de Brasília), aos 37.137 pontos. No mesmo horário, o dólar tinha alta de 0,79%, cotado a R$ 2,173, na máxima do dia até agora. Em Wall Street, o Dow Jones caía 0,16%, o S&P, perdia 0,60%, e o Nasdaq tinha recuo de 0,90%. A inversão do petróleo para baixo também pesa sobre as empresas, mas o recuo do preço influencia ainda mais o sentimento dos investidores, que, num movimento negativo, já recordam as previsões da demanda menor em função da desaceleração econômica. As ações da General Motors despencavam, às 15h05, 24,54%, em meio às crescentes preocupações de que a montadora não terá caixa nos próximos meses e qualquer resgate do governo não será benéfico para os acionistas. Já os papéis do Citigroup caíam 3,13%, Bank of America, 3,07%, e JPMorgan, 1,88%. Durante a manhã, a esperança de que o pacote chinês aumentasse a demanda por materiais de construção e energia impulsionou o preço das commodities, o que deu fôlego maior à bolsa brasileira em relação a seus pares na Europa e Estados Unidos. A China é o maior mercado consumidor da Vale. Logo, uma reativação da economia chinesa favorece a mineradora e as siderúrgicas que, ao lado de Petrobras, figuraram entre as maiores valorizações do dia. As bolsas européias, ao contrário, conseguiram manter a valorização do dia e fecharam em alta nesta segunda. Londres encerrou em alta de 0,89%; Paris subiu 1,06%; Frankfurt valorizou-se 1,76%; Milão subiu 0,76%; Madri fechou em queda de 0,53%; e Lisboa subiu 0,33%.  Juros e câmbio No mercado cambial doméstico, o dólar no mercado à vista zerou a queda e passou a subir, em sintonia com a virada para o terreno negativo do petróleo e das bolsas em Nova York. Pela manhã, o dólar no balcão chegou a cair até 2,13% à mínima de R$ 2,110. O giro financeiro à vista está fraco e somava cerca de US$ 900 milhões, informou um operador. Às 15h01, o euro subia 0,09%, a US$ 1,2772, de US$ 1,2763 na sexta-feira; e o dólar caía 0,42%, a 97,93 ienes, de 98,32 ienes na sexta-feira. Já no mercado de juros, as taxas abandonaram a queda da manhã e passaram a operar em alta, atingindo as máximas por volta das 15 horas. Sob a ressalva de que o volume de negócios continua fraco, os principais contratos futuros acompanham a piora nas bolsas americanas. Às 15 horas, o DI janeiro de 2010 subia de 15,21% para 15,23%, com máxima de 15,25%, e o DI janeiro de 2012 avançava de 16,20% para 16,33%, com máxima de 16,34%.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.