Bovespa reduz queda no final amparada por EUA e Petrobrás

A aversão a risco que se instalou no mercado na sexta-feira, por causa da denúncia de fraude envolvendo o banco Goldman Sachs, não se dissipou ontem. Mas, passada a volatilidade inicial com o vencimento de opções sobre ações na Bovespa, o principal índice à vista diminuiu as perdas, ajudado pela melhora das Bolsas norte-americanas e também pela inversão para cima das ações da Petrobrás. Depois do vencimento, as ações da companhia passaram a subir e terminaram com ganho de 1,70% a R$ 37,70 no caso da ON e de 1,82%, a R$ 33,55 no da PN.

Cenário: Claudia Violante, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2010 | 00h00

O Ibovespa recuou 0,47%, aos 69.097,58 pontos. No mês até essa 2ª feira, a Bolsa cedeu 1,81%, mas, no ano, subiu 0,74%. O giro financeiro somou R$ 11,506 bilhões, dos quais R$ 5,28 bilhões referentes ao exercício de opções sobre ações.

Nos EUA, o Índice Dow Jones subiu 0,67% e o S&P500, 0,45%

No câmbio, a perspectiva de que o Brasil continue a atrair recursos de investidores estrangeiros, fortalecida pela aposta na alta da taxa Selic na próxima semana, se sobrepôs à cautela no mercado internacional por causa da possível extensão da investigação do caso Goldman Sachs a outras nações, da indefinida situação da Grécia, do freio da China no mercado imobiliário e do caos aéreo provocado pelo vulcão na Islândia. No mercado à vista, o dólar encerrou na mínima no balcão, em baixa de 0,28%, a R$ 1,7550.

No segmento de juros, as taxas subiram à tarde em meio a especulações de que o IPCA-15 de abril, que o IBGE informa hoje, pode ficar acima do esperado. O juro para julho de 2010 avançou a 9,425%; e para janeiro de 2011, a 10,76%.

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