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Bovespa registra ganho de 1,11%; Dólar encerra em baixa

Após dias confusos, a Bovespa conseguiu nesta quarta-feira um pregão de recuperação. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou o dia em alta de 1,11%, a 36.549 pontos. Na mínima, o índice recuou 0,31%. Na máxima, chegou a subir 1,60%. O volume negociado totalizou R$ 2,44 bilhões. Com a continuação do cenário tranqüilo, já observado na terça-feira, o dólar caiu novamente. No mercado interbancário, o dólar comercial recuou 0,46% e fechou na cotação mínima do dia, a R$ 2,158. Na máxima, foi a R$ 2,177. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista também cedeu 0,46%, para R$ 2,157.A Bovespa acelerou o movimento de recuperação no início da tarde, depois de registrar curtas oscilações durante toda a manhã. A melhora da Bolsa foi impulsionada pela forte correção das ações da Petrobras, da Vale do Rio Doce e também pela disparada dos papéis da Telemar, associada ao ambiente calmo em Nova York, onde a Bolsa também fechou em alta. Com o comportamento das commodities mais sossegado, a ação preferencial classe A da Vale registrou valorização de 1,79%. Os papéis da Petrobras subiu 3,83% e 2,80% (ordinário e preferencial, respectivamente), alavancados pela elevação nos preços do petróleo (o barril para outubro avançou 0,33% em Nova York). Mas o assunto do pregão - e que marcou a sustentação da alta da bolsa - foi mais uma vez Telemar. O rumor que circula entre as mesas é de que o trabalho feito por executivos da companhia de conversar com o mercado para viabilizar sua operação de adesão ao Novo Mercado estaria dando resultado. Grandes investidores já estariam deixando de jogar contra a operação. O papel ordinário da Telemar terminou o dia como líder entre as maiores altas do Ibovespa, com ganho de 6,64%. A ação preferencial subiu 2,63%.DólarO dólar operou em alta durante toda a manhã, mas acabou cedendo no início da tarde, depois que o Banco Central fez seu habitual leilão de compra de moeda norte-americana no mercado à vista. A queda verificada à tarde esteve mais condizente com aquilo que os analistas esperavam para o pregão desta quarta, já que o comportamento dos preços das commodities está tranqüilo, sem tendência definida; nas bolsas de países desenvolvidos predomina a trajetória de alta; e as taxas dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) recuam. Durante a manhã, contudo, o que caracterizou os negócios foram as compras de dólar por parte de investidores estrangeiros. Alguns suspeitam que os estrangeiros estão diminuindo sua exposição ao Brasil devido à proximidade das eleições. Aí ganham corpo as dúvidas sobre o futuro da área fiscal do País e a decepção com o crescimento, que poderiam estar afetando as expectativas em relação ao Brasil, até agora tão otimistas. Mas essa avaliação de que as eleições e o futuro do País estariam afetando negativamente o mercado de câmbio está longe de ser consenso. A idéia de risco político perto de zero impera e a maior parte dos especialistas até admite que o dólar venha a subir um pouco por conta desse fator, mas isso ainda não estaria ocorrendo.

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