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Bovespa retoma 62 mil pontos, maior nível desde julho de 2008

A alta das bolsas internacionais, a elevação das commodities e o noticiário favorável deram o suporte

Claudio Violate, da Agência Estado,

05 de outubro de 2009 | 18h39

A Bovespa, enfim, retomou o patamar de 62 mil pontos, registrado pela última vez, no fechamento, em julho do ano passado. A alta das bolsas internacionais, a elevação das commodities e o noticiário favorável, que remonta ainda à escolha do Rio como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, deram suporte a mais uma rodada de compras firmes por parte dos investidores.

 

A Bolsa doméstica, assim, terminou a segunda-feira em alta de 1,96%, aos 62.369,30 pontos, maior nível desde os 63.396,20 pontos registrado em 1º de julho de 2008. Na mínima do dia, o índice registrou 61.178 pontos (+0,01%) e, na máxima, os 62.460 pontos (+2,10%). Com o resultado de hoje, o desempenho em outubro passa a ser, pela primeira vez, positivo, em 1,39%. No ano, a Bolsa sobe 66,10%. O giro financeiro totalizou R$ 5,291 bilhões. Os dados são preliminares.

 

Na avaliação do analista da XP Investimentos Rossano Oltramari, o caminho da Bolsa é de alta e, se o payroll não tivesse decepcionado na sexta-feira, os 62 mil pontos já teriam sido rompidos naquele mesmo dia. "O mercado está numa trajetória de alta e isso (romper os 62 mil pontos) já teria ocorrido na sexta não fossem os dados ruins do mercado de trabalho norte-americano. Hoje, a Bolsa apenas retomou sua trajetória normal", comentou ao avaliar que há espaço para o índice terminar o ano entre 65 mil e 70 mil pontos.

 

Hoje, um dos principais alicerces à alta doméstica é o comportamento das bolsas externas. Em Wall Street, os índices acionários subiram empurrados pelos números melhores do que as previsões do ISM serviços, que fechou a 50,9 em setembro, de 48,4 em agosto, ante 50 previstos.

 

Lá, o segmento financeiro se destacou, depois que o Goldman Sachs elevou sua recomendação para o setor financeiro de neutra para "atraente". O Dow Jones terminou em alta de 1,18%, aos 9.599,75 pontos, o S&P avançou 1,49%, aos 1.040,46 pontos, e o Nasdaq subiu 0,98%, aos 2.068,15 pontos. Dentre as ações do segmento financeiro, BofA fechou com +3,79%, JPMorgan, com +4,63%, Amex, com +2,25%.

 

Para os próximos dias, quando a agenda norte-americana está tranquila em termos de indicadores nos EUA, as atenções se voltam para a temporada de balanços, que pode não ser tão animadora por lá. Pesquisa da Thomson Reuters mostrou que o resultado combinado do terceiro trimestre para as companhias que integram o índice S&P-500 deve cair 25% em comparação com igual período do ano passado. O primeiro resultado sai na quarta, da Alcoa.

 

No Brasil, a safra de balanços ainda demora mais alguns dias e, segundo os especialistas, os números podem dar sustentabilidade a mais uma esticada da Bolsa nas próximas semanas. Outra coisa que tem dado força aos papéis é a escolha do Rio como sede dos Jogos Olímpicos. Os papéis de infraestrutura estão sendo bastante beneficiados.

 

Gerdau PN foi um dos destaques, ao subir 3,94% e Metalúrgica Gerdau PN, 4,57%. Usiminas PNA, +1,51%, e CSN ON, em +2,69%.

 

No segmento bancário doméstico, o Bradesco informou que vai comprar parte da carteira de crédito do BMG em operações que ocorrerão de acordo com a necessidade do banco mineiro. Bradesco PN fechou em alta de 3,44%, Itaú Unibanco PN, de 1,94%, e BB ON, de 1,75%.

 

O período de reserva para a oferta pública de ações do Santander terminou hoje e o preço será conhecido amanhã. Na quarta-feira, os títulos começam a ser negociados na Bovespa.

 

Com a alta das commodities, Petrobras ON terminou em +0,38% e PN, em +0,85%. Na Nymex, o contrato do petróleo para novembro encerrou a sessão com valorização de 0,66%, a US$ 70,41 o barril.

 

Vale ON subiu 1,32% e PNA, em 1,53%. Os papéis ainda se beneficiam dos dados de aumento das exportações de minério de ferro divulgados na semana passada e também do avanço de alguns metais.

 

Telebrás PN foi um dos destaques da sessão ao subir 40%. Fontes comentam que os papéis sobem em meio aos planos do governo de formar uma infraestrutura de telecomunicações controlada pelo Estado, com investimentos previstos de R$ 1,1 bilhão.

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