Bovespa retoma o nível dos 57 mil pontos e tem alta de 2,12%

Alta das commodities no mercado internacional sustentou a Bolsa de São Paulo no terreno positivo nesta terça

AE,

08 de setembro de 2009 | 17h28

Em dia de alta das commodities no mercado internacional e da presença de estrangeiros na ponta compradora, Petrobrás e Vale sustentaram a Bovespa no terreno positivo nessa volta do feriado. O índice à vista retomou o nível dos 57 mil pontos e registrou uma valorização de 2,12%, aos 57.854,80 pontos no fechamento do pregão desta terça-feira, 8.

 

No exterior, as Bolsas de Nova York, que nesta última segunda-feira, 7, também estiveram fechados por conta do Dia do Trabalho nos EUA, subiram e mantiveram a tendência de ganhos no mercado local. Dow Jones registrou alta de 0,59%; Nasdaq subiu 0,94%; e S&P-500 valorizou 0,88%. Na Europa, Londres terminou o dia com ganho de 0,29% e Frankfurt somando 0,33%; Paris fechou em alta de 0,22%.

 

As declarações de presidentes de bancos centrais no encontro do G-20 de que a economia global está no curso da recuperação pode ter sido a isca que os investidores esperavam para acreditar no que a maioria dos indicadores já tem mostrado. Por isso, começou a corrida para ativos de maior risco e rentabilidade, o que fez com que o petróleo ultrapassasse a barreira dos US$ 71 na Nymex - algo que não se via desde 28 de agosto - e o ouro superou o preço dos US$ 1 mil a onça-troy pela primeira vez desde fevereiro. Ante o real, a moeda americana viveu hoje sua quarta sessão consecutiva de queda, o que a faz acumular um recuo de 3,28% em setembro. No mercado à vista, a moeda fechou em queda de 0,71% no balcão, a R$ 1,8270, e com retração de 0,68% na roda de pronto da BM&F, a R$ 1,8260.

 

O mercado de juros começou a semana em compasso de espera pela agenda dos próximos dias, que tem como destaques as divulgações da ata do Copom e o IPCA de agosto (quinta-feira) e do PIB do segundo trimestre (sexta-feira), o que limitou a liquidez e a oscilação das taxas. Ao término da negociação normal da BM&F, o juro pós-fixado (DI) janeiro de 2011, com 105.200 contratos, projetava 9,71%, de 9,70% na sexta-feira. O DI janeiro de 2012 (37.625 contratos) marcava 10,97%, de 10,99% anteriormente. O DI julho de 2010 (15.770 contratos) mostrava estabilidade, em 8,92%.

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