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Bovespa se anima com EUA e sobe 3,85%

Investidores se animaram com as notícias de que Obama está perto de aprovar pacote de ajuda a bancos

Claudia Violante, da Agência Estado,

28 de janeiro de 2009 | 18h29

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve mais um pregão atrelado às bolsas norte-americanas, e as boas notícias que moveram as ações lá trouxeram de volta o vigor e os investidores estrangeiros. Com isso, Petrobras e Vale brilharam, com ganhos superiores a 5%. Bancos e construção civil também foram destaques de alta, levando o principal índice doméstico de volta aos 40 mil pontos. O Ibovespa fechou em alta de 3,95%, aos 40.227,45 pontos, maior patamar desde 9 de janeiro (41.582,94 pontos). Na mínima, atingiu os 38.704 pontos (+0,01%) e, na máxima, os 40.438 pontos (+4,50%). No mês, o índice acumula ganhos de 7,13%. O giro financeiro totalizou R$ 4,81 bilhões. Os dados são preliminares. As ações da Petrobras subiram 7,41% a ON e 5,44% a PN. Vale, que ontem já conduziu a Bovespa, também subiu com vigor: +5,70% a ON e +5,16% a PNA. Os papéis superam 20% de ganhos no mês, estimulados pelas notícias de que as reservas de minério da China estariam baixas, e, hoje, com a notícia do socorro norte-americano, o que traria de volta um pouco de vigor às indústrias de construção civil, infraestrutura e automobilística, favorecendo os metais.  Pacote Os investidores se animaram com as notícias de que o governo Barack Obama está muito perto de aprovar um pacote de estímulo econômico no Congresso e também de que pode criar um banco para absorver os ativos tóxicos. Ontem à noite, a rede de notícias CNBC informou que o governo está perto de concluir um plano para montar um "banco ruim", com o objetivo de comprar ativos podres ou de baixa liquidez dos bancos, os chamados ativos tóxicos. A iniciativa pode ser anunciada no início da semana que vem. Também ontem o comitê do Senado acrescentou uma provisão de US$ 70 bilhões ao pacote do novo governo, elevando para US$ 900 bilhões o custo da ajuda. O Senado ainda precisa aprovar a versão, que tem que passar depois pela Câmara. Os deputados também estão discutindo um plano, e o texto final terá que ser um consenso das duas partes.  Com a expectativa de se verem livres dos ativos tóxicos, os bancos foram destaque positivo nas bolsas lá fora - e no Brasil. Essas notícias se sobrepuseram aos balanços ruins que continuam a serem divulgados - hoje, anunciaram prejuízo a Boeing e o banco Wells Fargo, enquanto a AT&T teve queda no lucro do quarto trimestre. Mercado americano Às 18h20, o Dow Jones subia 2,02%, o S&P, 2,88%, e o Nasdaq, 3,15%. As ações chegaram a ampliar as máximas após o comunicado do Fed, divulgado pouco depois das 17 horas, mas logo saíram do teto. O Banco Central dos EUA, em sua reunião sobre política monetária, manteve inalteradas as taxas de redesconto (0,50%) e básica de juros (de zero a 0,25%) e sinalizou que está preparado para ir adiante com a ideia polêmica de comprar Treasuries (títulos americanos) de prazo mais longo, o que marcaria uma drástica escalada em seus esforços para descongelar os mercados de crédito. As taxas provavelmente ficarão onde estão durante todo este ano e talvez também em 2010, indicou o comunicado. No Brasil, o setor bancário foi destaque de ganhos, com altas que superaram 7% em alguns papéis, mas as estrelas foram Petrobras e Vale, com a volta de investidores estrangeiros e com a recuperação das commodities no exterior.  O contrato do petróleo negociado na Nymex chegou a operar em queda - ontem despencou na expectativa dos dados de estoques e hoje seguiu em baixa com o anúncio em si, que confirmou o aumento. Mas, depois, as cotações acabaram virando para cima e assim se sustentaram assim até o final. O contrato para março fechou em +1,39% na Nymex, a US$ 42,16.

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