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Bovespa se recupera, mas fecha em leve baixa por Petrobras

Por Stella Fontes

REUTERS

27 de agosto de 2009 | 17h56

SÃO PAULO, 27 de agosto - Impulsionado pela melhora dos índices acionários norte-americanos, o Ibovespa recuou das mínimas exibidas mais cedo e tocou terreno positivo nos minutos finais do pregão, mas acabou encerrando a jornada em leve baixa.

O Ibovespa fechou esta quinta-feira com recuo de 0,11 por cento, aos 57.703 pontos, distante da queda superior a 1 por cento registrada durante os negócios. O giro financeiro ficou em 4,99 bilhões de reais.

Nos Estados Unidos, o Dow Jones encerrou a sessão com ganho de 0,39 por cento, após ter transitado por território negativo.

No mercado norte-americano, dados melhores que o esperado sobre a economia dos Estados Unidos acabaram ofuscados pela cautela dos investidores, que temem que o rali dos últimos meses tenha chegado ao fim. Ainda assim, os índices encontraram força para voltar ao azul.

Na Bovespa, o mal-estar gerado pela notícia de que a União poderá injetar até 100 bilhões de reais na Petrobras acabou dando o tom dos negócios. As preferenciais da estatal, que têm o maior peso individual na carteira do Ibovespa, recuaram 0,93 por cento, a 32,86 reais.

As preferenciais de Vale, por sua vez, fecharam a sessão com baixa de 0,15 por cento, a 33,35 reais. Segundo operadores, houve saída da estrangeiros neste pregão da Bovespa, claramente por meio da venda de ações de Petrobras e Vale.

"Hoje os estrangeiros entraram pesado na venda de Bovespa, o que significa Petrobras e Vale, e o mercado não conseguiu andar colado a Nova York", disse o chefe da mesa de operações de uma corretora brasileira, sob a condição de não ser identificado.

Entre as valorizações do índice, as ações de BM&FBovespa se sobressaíram com ganho de 1,10 por cento, para 11,98 reais, reagindo em alta à notícia de que há negociações abertas pela companhia brasileira com a norte-americana Nasdaq.

Os papéis ordinários da Eletrobrás dispararam 5,50 por cento, para 28,75 reais, com a renovação das expectativas em torno do pagamento de dividendos retidos pela companhia. Na quarta-feira, executivos da empresa reiteraram que o pagamento dos proventos --quase 2 bilhões de reais considerando-se apenas os minoritários-- é prioridade.

Operadores também chamaram a atenção para ao desempenho descolado das ações preferenciais de Gerdau em relação a suas pares. Ao final do pregão, os papéis da siderúrgica mostravam ganho de 2,74 por cento, a 22,91 reais. O anúncio de recompra de 0,08 por cento das ações preferenciais em circulação, até 10 de setembro, teria estimulado o ganho.

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