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Bovespa segue bolsas americanas e fecha quase estável

A Bolsa de Valores de São Paulo terminou esta quarta-feira, 18, em baixa de 0,43, aos 39.674,39 pontos

Claudia Violante, da Agência Estado,

18 de fevereiro de 2009 | 18h46

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve um dia de oscilação, por causa do vaivém das bolsas norte-americanas. Depois de uma abertura em alta, o Ibovespa - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa - virou e ficou em baixa até o final, diminuindo as perdas na última hora com a melhora das bolsas nos Estados Unidos. Os investidores, lá, gostaram do plano para conter a execução de hipotecas, embora os indicadores ruins tenham limitado a compra de ações.   A Bovespa terminou esta quarta-feira, 18, em baixa de 0,43, aos 39.674,39 pontos. Durante a sessão, atingiu a mínima de 39.209 pontos (-1,60%) e a máxima de 40.434 pontos (+1,47%). No mês, acumula alta de 0,95% e, no ano, de 5,66%. O giro financeiro somou R$ 4,622 bilhões. Os dados são preliminares.   As atenções estavam voltadas para o plano de ajuda do governo norte-americano aos detentores de hipotecas. Serão US$ 75 bilhões em subsídios para ajudar até 9 milhões de mutuários e mais US$ 200 bilhões que o Tesouro usará para financiar as agências hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac.   O principal objetivo da proposta é evitar que os mutuários com dívidas maiores do que o valor de suas casas atrasem seus pagamentos. O governo quer também ajudá-los a refinanciar seus empréstimos e usar seu controle sobre a Fannie Mae e a Freddie Mac para estabilizar os preços das moradias e oferecer liquidez.   O índice Dow Jones fechou em alta de 0,04%. O S&P recuou 0,10% e o Nasdaq caiu 0,18%. As ações da GM fecharam em baixa de 5,5%, depois que a empresa apresentou ontem ao governo seu plano de reestruturação no qual pediu mais US$ 16,6 bilhões. Mesmo que os recursos venham, a montadora planejou 47 mil demissões. Já a Chrysler pediu US$ 4 bilhões e prevê 3 mil dispensas.   Cenário ruim   Os indicadores conhecidos hoje nos EUA foram ruins e pesaram contra a alta do mercado. As construções de residências iniciadas caíram 16,8% em janeiro, para o recorde de baixa de 466 mil (economistas esperavam um declínio de 4,9%); a produção industrial dos EUA recuou 1,8% em janeiro (-1,7% previsto); a taxa de utilização da capacidade instalada diminuiu 1,3 ponto porcentual em janeiro ante dezembro, para 72,0% (72,3% previstos), o menor nível desde fevereiro de 1983; e os preços de importação diminuíram 1,1% em janeiro ante dezembro.   A ata da última reunião do banco central americano não mexeu com os negócios. No documento, o Fed afirmou ver uma "uma contração continuada e aguda na atividade econômica real" e rebaixou suas projeções para o desempenho da economia em 2009. O BC dos EUA, além de revisar suas projeções econômicas, ampliou o horizonte das estimativas para um prazo de cinco a seis anos.

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