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Bovespa segue cenário externo e cai quase 4%

Preocupação com montadoras nos Estados Unidos prejudica humor dos investidores nas bolsas mundiais

Marisa Castellani, da Agência Estado,

22 de dezembro de 2008 | 16h05

As esperanças de uma alta moderada na Bolsa de Valores de São Paulo evaporaram-se durante a manhã, com o cenário externo passando de apático para muito ruim, sem que as bolsas norte-americanas conseguissem sustentar a leve valorização da abertura. A Bovespa não resistiu à pressão de fora e virou para o negativo. A queda do petróleo, na faixa de 1,75% às 13h46, contribuía para puxar Petrobras para baixo. A PN caía 2,06% às 13h57, enquanto a ON perdia 2,87%. Vale, que esteve melhor na última sexta-feira, também sofria correção forte. A PNA tinha desvalorização de 2,98%, a ON, de 2,65%. Veja também:Desemprego, a terceira fase da crise financeira globalDe olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise   Às 16h01, a Bolsa operava em queda de 3,44%, aos 37.784 pontos. O volume negociado até este momento era pífio, de R$ 903 milhões e projetava para o final do dia algo em torno dos R$ 2,13 bilhões. A liquidez deve ser baixa até o final do ano, observam os operadores. No mesmo horário, Dow Jones caía 0,63%, S&P 500 cedia 1,53% e Nasdaq recuava 2,05%. O alerta da Toyota de que registrará seu primeiro prejuízo fiscal no ano que termina em março de 2009, refletindo os efeitos da recessão no Japão e no exterior, pesou no mercado acionário, no qual as montadoras desempenham papel de destaque na esteira da crise mundial. A Toyota prevê prejuízo operacional consolidado de 150 bilhões de ienes ou cerca de US$ 1,68 bilhão no ano fiscal até março. Apenas seis semanas atrás, a companhia considerada uma referência da solidez econômica do Japão, tinha previsto lucro operacional de 600 bilhões de ienes (US$ 6,7 bilhões) no atual ano fiscal. Também está pesando um certo ceticismo dos investidores quanto aos desdobramentos das negociações para a ajuda do governo dos EUA às montadores. Ações da GM, por exemplo, caíam cerca de 14% no começo da tarde, com receios de que as dificuldades nas negociações com os sindicatos acabem empurrando a empresa para uma concordata. O índice de atividade nacional do Fed de Chicago, que caiu para -2,47 em novembro, de -1,27 em outubro, não provocou reação no mercado logo que foi divulgado, mas com o aumento do mau humor acabou sendo considerado na cesta de motivos. No cenário doméstico, a manhã teve várias notícias, como o anúncio da assinatura do contrato de compra do controle da Nossa Caixa pelo BB. O contrato de compra de 76.262.912 ações ordinárias da Nossa Caixa celebrado hoje entre o BB e o Governo do Estado de São Paulo vai transferir 71,25% do capital votante da Nossa Caixa para o banco federal. A transação está condicionada à aprovação do Banco Central e dos acionistas do BB, convocados em assembléia geral, que deve ocorrer no prazo de até 12 meses, contados da transferência das ações ou 90 dias a contar da aprovação pelo BC.  O preço para a aquisição das ações pertencentes ao Estado de São Paulo é de R$ 5.386.496.425,21, resultando no valor de R$ 70,63 por ação. O contrato prevê pagamento "em espécie, em 18 parcelas mensais, iguais e sucessivas, a partir de 10 de março de 2009, no valor de R$ 299.249.801,40, corrigidas pela Selic, a partir de 20 de novembro de 2008, até o pagamento das respectivas parcelas". O BB fará uma Oferta Pública de Aquisição de Ações (OPA), oferecendo aos minoritários do Banco Nossa Caixa "no mínimo nas mesmas condições ofertadas ao Estado de São Paulo". Mas a OPA ainda vai demorar muito, porque depende da assembléia geral e seu prazo de realização em até 12 meses. Por isso, os investidores ainda não estão reagindo muito. Às 14h01, ações da Nossa Caixa subiam 0,60%, enquanto as do BB recuavam 0,86%. As ações da Aracruz (+0,92%) estavam entre as seis maiores altas do Ibovespa por causa da expectativa de acordo entre a empresa e os bancos sobre o pagamento de dívidas com derivativos especulativos. Mas era VCP, acionista da Aracruz, que liderava o ranking, com alta de 4,23%. A VCP depende da concretização deste acordo para que incorpore mais adiante a Aracruz. Também na sexta-feira, após o fechamento, a VCP divulgou estimativa de margem Ebitda do quarto trimestre em torno de 30%. As ações ON da Embraer também se destacavam entre as maiores altas do Ibovespa, com valorização de 1,16%, A empresa informou que fechou contrato de venda de 11 E-Jets com a British Airways, sendo seis jatos Embraer 170 e cinco jatos Embraer 190SR, por US$ 376,5 milhões. O contrato prevê ainda opções para outros três jatos Embraer 190SR que, caso confirmadas, elevarão o valor do negócio a US$ 489 milhões.

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