Bovespa segue melhora mundial e sobe mais de 6%

Discurso do presidente do Fed sobre possível segundo pacote de ajuda ao mercado anima investidores

Da Redação,

20 de outubro de 2008 | 16h05

A Bolsa de Valores de São Paulo registra forte alta nesta segunda-feira, 20, acompanhando a melhor do cenário nos mercados mundiais. Às 16h01, o principal índice da Bovespa operava quase na máxima do dia, em alta de 6,28%, aos 38.683 pontos.   Veja também: Bernanke apóia segundo pacote de estímulo à economia País deve ficar de 'antena ligada', diz Lula sobre a crise Consultor responde a dúvidas sobre crise   Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Dicionário da crise     Os mercados reagem positivamente aos esforços dos governos de vários países para evitar quebras no sistema financeiro e aos sinais de que o crédito internacional começa a fluir. Um deles é dado pela Libor, que continuou caindo nesta segunda-feira. A taxa em dólar para três meses passou para 4,05875%, o nível mais baixo desde 30 de setembro.   O presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, também ajudou, ao sinalizar apoio a um novo pacote de estímulo fiscal pelo Congresso norte-americano. As bolsas européias fecharam em alta - Londres, +5,41%, Paris, +3,56%, Frankfurt, +1,12% - e os índices norte-americanos seguem o mesmo caminho. Às 16h01, o Dow Jones subia 2,25%, o Nasdaq tinha ganho de 1,27% e o S&P500 de 2,47%.   Dólar   Em sessão de volume de negócios bastante reduzido, o dólar fechou em leve alta, à espera do resultado do primeiro leilão de empréstimo de moeda estrangeira do Banco Central direcionado especificamente ao comércio exterior. A divisa norte-americana fechou cotada a R$ 2,117, com avanço de 0,09%, após ter chegado a apresentar queda de mais de 1% ao longo do dia.   "Num mercado de pouca operação, qualquer coisinha de valor um pouco maior, acaba influenciando", disse Marcos Forgione, analista da Hencorp Commcor Corretora. De acordo com dados atualizados até o fechamento, o volume de negócios na BM&F ficou bem abaixo da média, não atingindo nem 1 bilhão de dólares. Em outubro, a média diária está em cerca de 3 bilhões de dólares.   Nem mesmo o bom humor dos mercados acionários foi suficiente para enfraquecer o dólar. "O pessoal está na expectativa de ter fatores que possam fazer com que você consiga precificar. É a incerteza do mercado... Não tem base, não tem fundamento para precificar a moeda", avaliou Tarcísio Rodrigues, diretor de câmbio do Banco Paulista.   Os analistas apontaram a espera do mercado pelo resultado do novo tipo de leilão, no final da tarde, como fator para a cautela apresentada no mercado de câmbio nesta sessão. O BC ofertou até 2 bilhões de dólares para o financiamento do comércio exterior.   Além dessa operação, a autoridade monetária realizou nesta segunda-feira um leilão de dólares no mercado à vista e um leilão de swap cambial tradicional, em que a totalidade dos 16.000 contratos oferecidos, ou 789 milhões de dólares, foi vendida.   Segundo um gerente de câmbio de um banco nacional, que preferiu não ser identificado, a concentração da compra dos contratos "em poucas mãos" levou os outros agentes que precisavam zerar suas posições no mercado futuro a buscar dólares no mercado à vista, ajudando a impulsionar a moeda norte-americana no final do dia.

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