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Bovespa segue Nova York e cai, mas Vale contém perda

Investidores aproveitam quedas nas bolsas internacionais para embolsar um poucos dos ganhos acumulados

Claudia Violante, da Agência Estado,

11 de maio de 2009 | 17h38

Em dia sem indicadores relevantes e de noticiário fraco, a Bovespa apenas cumpriu tabela. Os investidores aproveitaram a queda das bolsas internacionais em meio a uma realização de lucros e também embolsaram um pouco dos ganhos acumulados em 9 semanas de alta. Petrobras, com a expectativa do balanço, e bancos, refletindo o comportamento em Wall Street, conduziram as vendas. Vale, por sua vez, impediu que a queda fosse maior.

 

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A Bovespa terminou a segunda-feira em baixa de 0,82%, aos 50.976,39 pontos. Na mínima do dia, registrou 50.060 pontos (-2,60%) e, na máxima, os 51.389 pontos (-0,01%). No mês, a Bolsa acumula ganhos de 7,80%, e, em 2009, a alta atinge 35,76%. O giro financeiro somou R$ 4,124 bilhões. Os dados são preliminares.

 

A semana começou com agenda bastante calma de indicadores. Em meio a alguns números de inflação do lado doméstico, pode-se se citar as previsões do mercado contidas na pesquisa semanal Focus para o PIB deste ano. As estimativas dos economistas voltaram a piorar, depois de ligeira melhora na semana passada, e agora são de recuo de 0,44%. O dado é um indício de que 2009 não será exatamente fácil para as empresas. Mas, apesar disso, os investidores, sobretudo estrangeiros, estão voltando à Bolsa, o que garantiu as últimas semanas de elevação e deve continuar a puxar as ações, já que o movimento de hoje foi lido apenas como uma correção.

 

As ações da Vale hoje serviram de boia a uma queda mais profunda do índice à vista. Uma explicação nas mesas foi a de que as carteiras sofreram um rearranjo e os investidores trocaram ativos mais valorizados por outros menos valorizados. No mês até a última sexta, as ações da Vale subiram 7,45% na PNA e 8,23% na ON, bem menos do que uma Gerdau, por exemplo (17,32% na PN) ou Petrobras (+13,08% na ON ou 11,71% na PN). "Os investidores podem ter trocado de posições", justificou o analista da SLW Pedro Galdi.

 

Hoje, Vale ON subiu 0,31% e PNA, 0,21%. Nas siderúrgicas, Usiminas PNA, que divulga seu balanço na próxima quarta-feira, também avançou, 2,57%. CSN ON, ao contrário, terminou com retração de 1,63%, Gerdau PN, de 0,38%, e Metalúrgica Gerdau PN, de 0,41%.

 

Petrobras, a outra blue chip do índice, operou a sessão toda em queda, mas fechou longe das mínimas, acompanhando o comportamento do petróleo. A commodity recuou 0,22%, para US$ 58,50, no contrato para junho. Petrobras ON perdeu 0,86% e PN, 0,39%.

 

A estatal divulga ainda hoje seu balanço referente ao primeiro trimestre deste ano. A média de cinco casas consultadas pela Agência Estado para o desempenho é de um lucro de R$ 5,076 bilhões, com queda de 26,69% em relação ao primeiro trimestre de 2008.

 

Os papéis dos bancos no Brasil acompanharam seus pares no exterior e caíram, com exceção do BB. O setor também repercutiu relatório do UBS Pactual, que reduziu de "compra" para "neutro" sua recomendação para as ações do Bradesco, colocou as ações ON do Banco do Brasil como preferidas no curto prazo e manteve recomendação de "compra" para as ações do Itaú Unibanco PN. BB ON avançou 0,20%, enquanto Bradesco PN terminou com desvalorização de 2,59%, Itaú Unibanco PN, de 2,60%.

 

Nos EUA, Dow Jones caiu 1,82%, aos 8.418,77 pontos, S&P, 2,15%, aos 909,24 pontos, e Nasdaq, 0,45%, aos 1.731,24 pontos. As ações do BofA perderam 8,68%, Citigroup recuou 3,98%, JPMorgan, 7,99%, e Amex, 8,31%. Hoje, nesse segmento, o Capital One Financial, o U.S. Bancorp e o BB&T anunciaram que pretendem vender ações para levantar capital e pagar os empréstimos recebidos por meio do Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp).

 

Os papéis da GM terminaram em -10,56%. O presidente e diretor executivo da montadora, Fritz Henderson, disse ainda ser mais provável que a companhia precise atingir seus objetivos durante um processo de concordata.

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