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Bovespa segue NY e fecha em queda de 1,24%

Valorização das ações da Petrobras, devido à alta do petróleo, salva a Bolsa paulista de pregão pior

Claudia Violante, da Agência Estado,

11 de dezembro de 2008 | 18h53

A alta de mais de 10% nas cotações internacionais do petróleo sustentou as ações da Petrobras com valorizações fortes durante todo o dia, quase garantindo à Bovespa um fechamento no azul. A piora das bolsas norte-americanas agora na reta final do pregão doméstico, entretanto, fez o principal índice à vista virar e fechar no negativo. O Ibovespa teve baixa de 1,24%, aos 38.519,07 pontos. Na mínima, atingiu 38.515 pontos (-1,25%) e, na máxima, 39.880 pontos (+2,24%). No mês, a alta está acumulada em 5,26% e, no ano, o índice tem queda de 39,71%. O giro financeiro somou R$ 4,515 bilhões. Os dados são preliminares.   Veja também: Dólar cai mais de 3% acompanhando movimento internacional Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    As ações da Petrobras continuaram a escalada da véspera e sustentaram o Ibovespa no azul na maior parte do dia. A ação PN da empresa, a mais líquida, movimentou sozinha R$ 1,133 bilhão - e teve valorização de 1,78% (no melhor momento da sessão, subiu pouco mais de 7%), enquanto a ON avançou 1,01%. Em dois pregões de ganhos, os papéis acumularam elevação de 11,04% e 11,28%, respectivamente. Na semana, os dois papéis tiveram variação positiva de 22,96% e 25,25%, acima do desempenho em dezembro, de 11,32% e 13,39%, sempre na mesma seqüência.   A Agência Internacional de Energia (AIE) informou nesta quinta que a oferta mundial de petróleo em 2009 deve crescer menos do que a demanda, e isso pressionou os preços. O preço do petróleo também subiu hoje com a fraqueza do dólar e movimentos técnicos. Na Nymex, o contrato para janeiro do petróleo avançou 10,25%, para US$ 47,98.   Além do petróleo, o mercado acionário ainda continuou com Wall Street no horizonte, e a volatilidade foi forte lá, com a indefinição sobre o pacote às montadoras, que ainda precisa passar pelo crivo do Senado depois de ter sido aprovado, ontem, pelos deputados.   Enquanto não havia uma definição concreta, e final, sobre o tema, os investidores em ações acabaram cedendo aos indicadores ruins divulgados nesta quinta. Às 18h23, o Dow Jones caía 2,39%, o S&P, 2,83%, e o Nasdaq, 3,38%. Os índices amplificaram as perdas nesta hora final da sessão no Brasil, com os bancos e as montadoras entre as maiores quedas.   O pior número veio do relatório semanal dos pedidos de auxílio-desemprego, que mostrou avanço para o maior patamar em 26 anos na semana passada. Os pedidos subiram 58 mil, para 573 mil, uma alta mais de duas vezes superior à prevista, de 24 mil. O dado reavivou os temores sobre o efeito da crise econômica no emprego, seguintes à divulgação do payroll na semana passada - o número de demissões em novembro foi o maior em três décadas.   Também saíram nesta quinta o déficit comercial dos EUA em outubro (subiu pela primeira vez em três meses, para US$ 57,19 bilhões) e preço das importações em novembro (-6,7% ante outubro, recorde).   Segundo um operador, o mercado acionário acompanhou de longe, mas com expectativa, o resultado do encontro do presidente Lula com empresários para discutir as medidas de desoneração tributária. "É uma boa notícia, mas não fez preço nos ativos, pelo menos hoje", comentou.

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