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Bovespa segue NY e termina com perda de 0,8%; dólar cai

Após fechar durante toda a semana em alta, a Bovespa terminou o dia nesta sexta-feira com desvalorização, acompanhando a realização de lucros nas Bolsas de Nova York. O Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, registrou perda de 0,80%, para 39.328 pontos, após oscilar entre a mínima de -0,89% e a máxima de +0,25%. O volume negociado foi de R$ 2,27 bilhões. O dólar comercial, negociado no mercado interbancário, encerrou o dia na cotação mínima, a R$ 2,134, em queda de 0,23%. Na máxima, a moeda foi a R$ 2,143. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado à vista fechou em queda de 0,09%, a R$ 2,136. Os negócios por aqui mantiveram-se na toada de Wall Street, que ajustou-se à primeira estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano do terceiro trimestre, que mostrou crescimento mais fraco do que o esperado. O PIB registrou expansão de 1,6%, a menor desde o primeiro trimestre de 2003 (1,2%). Analistas ouvidos pela agência Dow Jones projetavam aumento do PIB de 2,2%.Os especialistas não chegaram a um consenso sobre esse PIB mais fraco. Para os otimistas, o número reforça avaliação de pouso suave da atividade, o que abriria espaço para o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) reduzir a taxa básica de juro, favorecendo as economias emergentes. Os pessimistas vislumbram dificuldades para as empresas cumprirem as projeções prometidas para seus lucros, temendo que o fraco ritmo de expansão se mantenha nos trimestres seguintes.Na dúvida, os investidores puderam contar com um forte critério de desempate: o índice Dow Jones, o mais tradicional da Bolsa de Nova York, obteve recorde de fechamento em todos os pregões da semana até ontem, favorecendo nesta sexta a busca de uma razão para a realização de lucros. E os investidores não tiveram dificuldade em enxergar no PIB esta razão.DólarAs cotações subiram de manhã acompanhando a realização de lucros nas Bolsas em Nova York e na Bovespa, em reação à expansão do PIB do terceiro trimestre nos Estados Unidos. No entanto, o dólar devolveu a alta inicial e oscilou em queda durante à tarde afetado pelo fluxo cambial positivo; e também pelo recuo do dólar ante outras moedas, diante da avaliação de que o PIB fraco alimenta possibilidade de redução do juro norte-americano, o que em tese favoreceria o fluxo de recursos para países emergentes.A queda foi ainda acentuada após o leilão de compra da moeda norte-americana realizado pelo Banco Central esta tarde, porque o mercado esperava uma atuação mais firme e o BC foi seletivo, ao aceitar apenas cerca de três propostas (a taxa de corte de R$ 2,1367) ante 16 propostas aceitas ontem. Sendo assim, as tesourarias reforçaram a oferta em mercado após o leilão, levando o dólar a renovar as mínimas.

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