Bovespa sobe 0,25% no dia e acumula alta de 80% no ano

Mercado de ações encerrou o pregão em patamar positivo apesar de dados fracos vindos dos EUA

Claudia Violante, da Agência Estado,

23 de dezembro de 2009 | 18h41

A sessão da Bovespa nesta quarta-feira teria sido apenas cumprimento de agenda não fossem os dados desfavoráveis divulgados nos Estados Unidos na hora do almoço. Particularmente, empurraram os índices acionários para baixo os números ruins de vendas de imóveis novos. Mas a tendência de relevar o pior na virada de ano fez com que a queda fosse temporária. As Bolsas conseguiram sustentar uma alta, ainda que tímida, no restante do dia.

 

A Bovespa subiu 0,25%, aos 67.588,86 pontos. Na mínima, registrou 66.943 pontos (-0,70%) e, na máxima, 67.810 pontos (+0,58%). Neste três dias da semana, acumulou variação de +1,20%. Em dezembro, sobe 0,81% e, no ano, 80%. O giro financeiro totalizou R$ 4,351 bilhões, o menor do mês. Os dados são preliminares.

 

Segundo um operador, o pregão de hoje foi bastante parado e o único momento 'animado' ocorreu com a divulgação dos indicadores norte-americanos, bastante desapontadores. O pior deles foi o de vendas de imóveis residenciais novos, que tombou 11,3% em novembro, para uma taxa anual e sazonalmente ajustada de 355 mil unidades - o menor nível desde abril. Economistas consultados pela Dow Jones esperavam um declínio de 1,2% nas vendas, para 425 mil unidades.

 

Na comparação com novembro do ano passado, as vendas de imóveis residenciais novos recuaram 9%. E o dado de outubro foi revisado em baixa: ao invés dos +6,2%, agora o índice ficou em +1,8%.

 

Foram conhecidos ainda outros números: o índice de sentimento do consumidor dos EUA, medido pela Reuters e Universidade de Michigan, subiu de 67,4 em novembro para 72,5 ao final de dezembro, ficando abaixo da previsão dos analistas, que era de alta para 73,5. O índice preliminar de dezembro havia ficado em 73,4. Já a renda pessoal dos norte-americanos cresceu 0,4% em novembro na comparação com outubro, o maior aumento desde o de 1,5% registrado em maio, enquanto os gastos com consumo aumentaram 0,5%. Analistas esperavam, em média, expansão de 0,5% da renda e de 0,6% dos gastos.

 

Os investidores, no entanto, imbuídos de um sentimento de final de ano, deixaram os dados que não gostaram de lado e mantiveram a trajetória de alta das ações. Às 18h20, o Dow Jones subia 0,03%, o S&P avançava 0,24% e o Nasdaq, 0,73%.

 

No Brasil, a Vale foi um dos destaques da sessão, ajudada pelo ganho dos metais no exterior. A ação ON subiu 1,35% e a PNA, 0,24%. O presidente da empresa, Roger Agnelli, disse hoje que o preço do minério de ferro deve subir em 2010, mas não precisou um porcentual. Além disso, informou que a mineradora está estudando construir um terminal portuário na China, mas ainda não existe um prazo para realizar o investimento.

 

Petrobras também subiu, assim como o petróleo no exterior, em razão da queda maior do que as previsões dos estoques de petróleo na última semana. Segundo o Departamento de Energia, os estoques de petróleo nos EUA caíram 4,841 milhões de barris na semana encerrada em 18 de dezembro, quase cinco vezes mais que o declínio projetado por analistas, que era de 1 milhão de barris. Na Nymex, o contrato para fevereiro ganhou 3,05%, a US$ 76,67 o barril. Petrobras ON terminou em +0,37% e PN, em +0,99%.

 

A maior alta do Ibovespa foi de TAM PN, com 6,69%, e Gol PN ficou com a segunda posição (+2,78%), seguida por Embraer ON (+2,61%). As maiores quedas do Ibovespa foram BrT Operadora PN (-3,75%), Tele Norte Leste PNA (-3,15%) e NET PN (-3,04%).

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