Brendan McDermid/Reuters
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Bovespa sobe 0,29% e tem a 6ª alta seguida

Ações da Petrobrás reagiram à forte alta do petróleo no mercado internacional e fecharam em alta de mais de 4%

Paula Dias, O Estado de S. Paulo

06 Outubro 2015 | 18h16

A Bovespa teve hoje sua sexta alta consecutiva, sustentada principalmente pela disparada das ações da Petrobrás. O Índice Bovespa terminou o dia aos 47.735,11 pontos, com avanço de 0,29%. Em seis sessões de valorização, o índice acumula ganhos de 8,59%.

A Bolsa brasileira iniciou o dia em alta, já com influência das ações da Petrobrás. Os papéis da estatal petrolífera reagiram positivamente à forte alta dos preços do petróleo no mercado internacional e à notícia do plano de redução de custos e investimentos em 2016. Ao final dos negócios, Petrobrás PN teve alta de 4,73%, enquanto Petrobrás ON avançou 5,21%.

A maior alta do Ibovespa, no entanto, esteve com as ações ordinárias da CSN, que dispararam 8,56%. Os papéis foram beneficiados por notícia sobre possível venda de ativos. Segundo apurou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, há grande interesse de investidores estrangeiros por um terminal de cargas que pertence à siderúrgica, e a venda do ativo poderia ajudar nos problemas financeiros da companhia. 

Depois de ter subido até 1,04%, mesmo com as bolsas americanas em desempenho fraco, a Bovespa cedeu a uma breve realização de lucros no período da tarde. A leve onda de vendas sucedeu a notícia do adiamento da sessão conjunta do Congresso que apreciaria os vetos presidenciais remanescentes da última sessão. Na mínima do dia, o Ibovespa chegou a 47.389 pontos (-0,44%). A frustração com o novo adiamento (para amanhã), no entanto, teve efeito limitado sobre a Bolsa, que voltou a avançar.

O entendimento dos investidores é de que a expectativa de manutenção dos vetos está mantida, ainda apoiada na ampliação dos poderes da base governista na reforma ministerial. Entre os vetos que ainda não foram apreciados estão o que prevê o reajuste dos servidores do Poder Judiciário, que tem impacto de R$ 36,2 bilhões até 2019, e o que atrela o reajuste do salário mínimo a todos os benefícios do INSS, o que representa uma despesa extra de R$ 11 bilhões no mesmo período. 

Entre as notícias do dia, um dos maiores destaques ficaram com as declarações de executivos da Moody's em evento anual em São Paulo, que admitiram uma melhora recente do cenário interno e sinalizaram que uma alteração no rating brasileiro não deve acontecer antes de meados do ano que vem.

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