Bovespa sobe 1,4% e fecha acima de 63 mil pontos pela 1a vez

O principal índice da Bolsa deValores de São Paulo teve novo fechamento recorde nestaterça-feira, acima de 63 mil pontos. A divulgação da ata do Federal Reserve, que destacou aunanimidade na decisão de cortar o juro norte-americano em 0,50ponto percentual em setembro, não trouxe surpresas negativas epermitiu que as principais bolsas de valores encerrassem emalta. No documento, o Fed avaliou que as expectativas de inflaçãoestão contidas, deixando aberta a possibilidade de uma novaredução do juro --o que incentiva aplicações em renda variável. O Ibovespa avançou 1,42 por cento, para 63.548 pontos. Namáxima do dia, o indicador alcançou a máxima histórica de63.658 pontos. O volume na bolsa paulista foi de 6,73 bilhões de reais. Nos Estados Unidos, os índices Dow Jones e Standard &Poor's 500 também atingiram recorde durante os negócios. "A conclusão a que o mercado chegou é que o Fed não tem umviés em direção a um aumento do juro, mas provavelmente a umaredução do juro", afirmou Mark Coffelt, vice-presidentefinanceiro da Empiric Funds, no Texas. Para o diretor da Novação Distribuidora, Carlos AlbertoRibeiro, a ata do Fed não surpreendeu e ajudou a sustentar omercado. "Saiu tudo de acordo com o esperado. O mercado gostou denão ter visto nenhuma surpresa. A ata mostrou que a decisão (dereduzir em 0,50 por cento o juro) foi a mais prudente naquelemomento", disse ele. As ações da Petrobras avançaram 2,1 por cento, para 63,14reais. Nas praças européias, o setor petrolífero foi destaque dealta, acompanhando o avanço das cotações da commodity em NovaYork e Londres. CONCESSIONÁRIAS EM QUEDA Por outro lado, entre as perdas do dia estiveram as açõesdas concessionárias CCR e OHL Brasil . Apesar de ter sido a vitoriosa no leilão de trechos derodovias federais desta terça-feira, a OHL Brasil amargou quedade 3,25 por cento, a 36,00 reais. Segundo Ribeiro, da Novação, as ações reagiram àexpectativa de alto gasto que a empresa terá. "O que poderiajustificar a queda da OHL neste momento é o grande investimentoque ela terá que fazer nas estradas, que precisarão serreformadas antes de começar a pagar o investimento", afirmou. Os papéis da CCR, que não arrematou nenhum trecho noleilão, fecharam em baixa de 7,17 por cento, a 36,01 reais. Em comunicado ao mercado para informar o resultado doleilão, o presidente da empresa, Renato Alves Vale, afirmou que"a CCR norteou-se pelas suas prioridades, através de propostasagressivas e competitivas, no limite de nossa responsabilidadee disciplina de capital". (Por Maurício Savarese e Rodolfo Barbosa)

REUTERS

09 de outubro de 2007 | 18h08

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