Bovespa sobe 1,7% em fevereiro; volatilidade deve continuar

Ilustrando o cenário volátil que balizou os negócios desde meados de janeiro, a última sessão do mês da Bovespa foi de intenso vaievém, em meio a sinais divergentes da economia norte-americana, que preencheu o vácuo de notícias da crise na zona do euro.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

26 de fevereiro de 2010 | 18h46

Com avanço de 0,58 por cento, o Ibovespa fechou fevereiro nos 66.503 pontos, o que garantiu alta mensal de 1,68 por cento. O movimento financeiro da sessão foi de 6,52 bilhões de reais.

Para profissionais do mercado, a tendência recente de volatilidade e giro de negócios mais enxuto, repetida nesta sessão, deve voltar a acontecer ao longo de março, pelo menos até que surjam sinais de uma solução para a crise fiscal de países europeus e de melhora do emprego e do setor imobiliário nos Estados Unidos.

"Esses são hoje os principais balizadores das bolsas e ninguém está muito confortável em ficar muito comprado com a situação do jeito que está", disse o diretor de Renda Variável da Máxima Asset Management, Felipe Casotti.

À espera de um desfecho satisfatório para a Grécia, ícone da explosivo déficit público europeu, o investidor tentou nortear os negócios com base na extensa agenda econômica dos EUA desta sexta-feira. Não conseguiu.

Ao mesmo tempo em que divulgou expansão maior do PIB do quarto trimestre de 2009, na leitura revisada, e crescimento acima das expectativas da atividade empresarial no Meio-Oeste em fevereiro, os EUA anunciaram queda do índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan em fevereiro e recuo inesperada das vendas de moradias usadas no país.

O principais índices de Wall Street fecharam no azul, mas perto do zero.

A agenda de resultados trimestrais de companhias domésticas tampouco apontou uma direção firme. A fabricante de papel e celulose Fibria apresentou desempenho inferior ao esperado por analistas e viu sua ação desabar 5,3 por cento, a 32,95 reais, o pior desempenho do Ibovespa.

Na mão contrária, Companhia Siderúrgica Nacional teve lucro superior ao projeto por analistas, fez projeções animadoras para o mercado de aço em 2010 e foi recompensada com alta de 2 por cento de sua ação, a 59,15 reais.

Desse modo, o investidor acabou se referenciando no mercado de commodities, que teve um dia de ganhos, em uma sessão de fraqueza do dólar frente às principais moedas internacionais.

Em destaque, o papel preferencial da Usiminas ganhou 3,2 por cento, a 51,32 reais.

Na cola da alta do barril do petróleo para a fronteira de 80 dólares, a ação preferencial da Petrobras ganhou 0,7 por cento, a 34,61 reais.

Já o papel preferencial da Vale devolveu parte dos ganhos da véspera, recuando 0,2 por cento, a 44,45 reais.

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