Bovespa sobe 1,70% nesta sexta, mas recua 1,81% na semana

Dados do mercado de trabalho dos EUA trouxeram números mistos e que deixaram a Bolsa de São Paulo volátil

Claudia Violante, da Agência Estado,

04 de setembro de 2009 | 17h34

O principal dado observado pelos investidores nesta sexta-feira, 4, foi o relatório do mercado de trabalho norte-americano. E ele trouxe números mistos que, pela manhã, deixaram as bolsas voláteis, pelo menos até que fosse definido um rumo para os negócios. E a escolha foi de alta. A Bovespa, assim, teve uma semana de recuperação, trabalhando esta última quinta-feira, 3, e esta sexta-feira, 4, para devolver as perdas acumuladas nas três sessões anteriores. Não conseguiu: acumulou recuo de 1,81% na semana. No período imediatamente anterior, já havia registrado queda, de 0,05%.

 

O Ibovespa terminou a sexta-feira com ganho de 1,70%, aos 56.652,28 pontos. No mês, acumula elevação de 0,29% e, no ano, de 50,87%. Na mínima do dia, registrou 55.656 pontos (-0,09%) e, na máxima, 56.729 pontos (+1,83%). Os dados são preliminares. O giro financeiro totalizou R$ 6,437 bilhões, engordado pela oferta pública de aquisição (OPA) de ações ordinárias do banco Nossa Caixa, que somou R$ 2,306 bilhões.

 

O payroll, como é conhecido o relatório do mercado de trabalho norte-americano, teve dados bons e ruins, justificativa para a volatilidade inicial dos ativos aos números. "Todo mundo teve de decidir com qual número queria operar", bem resumiu o analista de futuros Frank Lesh, da corretora Futurepath Trading. Da safra boa, o Departamento de Trabalho dos EUA informou o corte de 216 mil postos de trabalho, abaixo dos 233 mil previstos. Do lado ruim, a taxa de desemprego passou de 9,4% em julho para 9,7% em agosto, acima da variação de 9,5% prevista e para o maior nível desde junho de 1983.

 

E a escolha dos investidores foi ver o dado positivo. O Dow Jones subiu 1,03%, aos 9.441,27 pontos, o S&P 500 avançou 1,31%, aos 1.016,40 pontos, e o Nasdaq teve ganho de 1,79%, aos 2.018,78 pontos.

 

A Bovespa acompanhou o sinal das bolsas externas, mas, na avaliação do analista de investimentos da Spinelli Jayme Alves, além do payroll, também contribuiu para os negócios no mercado doméstico o desempenho das bolsas chinesas. Nesta última quinta-feira, as ações em Pequim exibiram recuperação acentuada, que se seguiu a outra alta, mais comedida, hoje, favorecendo a retomada dos papéis no Brasil.

 

O índice Xangai Composto ganhou 0,6% hoje, enquanto o índice Shenzhen Composto subiu 1,2%. Os ganhos foram estimulados pela notícia da comissão reguladora do setor bancário de que o aumento das exigências de capital para os bancos será implementado gradualmente. Isso diminuiu as preocupações de que os bancos terão de reduzir os empréstimos ou levantar recursos para cumprir as exigências.

 

No Brasil, embora a China tenha estimulado os papéis ligados a commodities, as ações de construção civil é que foram destaques da sessão. No começo da semana, o setor foi destaque de baixa por causa dos anúncios de ofertas de ações da Rossi e da PDG Realty. Segundo Alves, há bancos recomendando o setor, que deve ser um dos mais beneficiados pela recuperação do mercado interno e os incentivos do governo.

 

Cyrela ON foi a maior alta do Ibovespa, com 8,39%, seguida por Rossi Residencial ON, +7,84%, e Gafisa ON, +5,11%.

 

No finalzinho da sessão, a puxada das blue chips levou o Ibovespa renovar a máxima e a ampliar os ganhos em relação ao Dow Jones. Petrobrás ON subiu 1,80%, PN, 0,99%, Vale ON, 1,70%, PNA, 1,51%. No setor siderúrgico, Gerdau PN, +1,90%, Metalúrgica Gerdau PN, 2,82%, Usiminas PNA, 1,69%, e CSN ON, 2,35%.

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