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Bovespa sobe 1,75% e atinge maior nível desde outubro de 2013

Bolsa deu continuidade a ganhos ajudada pelo exterior e a expectativa que antecede a divulgação de novas pesquisas eleitorais

Fabrício de Castro , Agência Estado

14 de julho de 2014 | 17h40

A Bovespa deu continuidade hoje a sua sequência mais recente de ganhos, ajudada pelo exterior e pela expectativa que antecede a divulgação de novas pesquisas eleitorais. A Bolsa brasileira chegou subir 2% durante a tarde, bem mais que os ganhos vistos em Nova York, para terminar com alta de 1,75%, aos 55.743,98 pontos. Este é o patamar mais elevado desde os 56.460,38 pontos de 22 de outubro do ano passado. Nas últimas três sessões, o índice à vista acumulou ganhos de 3,93%. 

A busca por ações foi disparada pela melhora do cenário externo. No fim de semana, o Banco de Portugal (o banco central do país) exigiu a troca imediata da direção do Banco Espírito Santo (BES). Em meio à crise do maior banco privado português, o novo comando da instituição, que assumiria o posto no fim do mês, começou a trabalhar hoje após assembleia extraordinária realizada no domingo. Já o Citigroup registrou um lucro líquido melhor do que o esperado por analistas, o que representou um estímulo adicional ao setor financeiro em todo o mundo. 

No Brasil, os papéis de bancos subiam, assim como os das estatais. Neste caso, profissionais do mercado citavam a percepção de que, com o vexame da seleção brasileira na Copa do Mundo, a presidente Dilma Rousseff possa ser prejudicada na corrida eleitoral. Para esta semana, estão previstas duas pesquisas de âmbito nacional: a Sensus e a Datafolha. E se Dilma perder espaço, na visão do mercado, as estatais serão beneficiadas. 

Petrobrás ON subiu 3,88% e o papel PN da estatal teve ganho de 4,49%. Eletrobrás ON avançou 4,45% e Eletrobrás PNB teve ganho de 2,79%. Entre os bancos, Bradesco ON subiu 4,06% e Bradesco PN avançou 3,61%. Banco do Brasil ON teve alta de 2,63%. 

No mercado futuro, o dólar para agosto recuava 0,47% há pouco, para R$ 2,2230, em meio a um giro baixo. A moeda americana corrigiu hoje os ganhos vistos nas três sessões anteriores. 

Já as taxas dos contratos futuros de juros seguiam em leve baixa, influenciadas pelo movimento do dólar, a despeito de, no exterior, os yields dos Treasuries estarem em alta. A taxa do DI para janeiro de 2017 estava em 11,40%, ante 11,46% do ajuste de sexta-feira, e a do DI para janeiro de 2021 marcava 11,87%, ante 11,96%. 

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