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Bovespa sobe 1,89% ajudada por siderúrgicas e bancos

No mês, Bovespa sobe 11,54% e, no ano, 13,42%. Nos EUA, as bolsas deram uma puxada no final e superaram 2%

Claudia Violante, da Agência Estado,

26 de março de 2009 | 18h02

As medidas anunciadas ontem e hoje pelo governo brasileiro e o clima mais favorável nos Estados Unidos garantiram mais um fechamento em alta às bolsas. No Brasil, as ações das siderúrgicas e dos bancos foram destaque de ganhos, em reação ao pacote da habitação e às novas medidas para financiamento habitacional divulgadas hoje pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que também aprovou ações para reativar as operações de captações e empréstimos dos bancos pequenos e médios.

 

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O Ibovespa terminou a quinta-feira em elevação de 1,89%, aos 42.588,66 pontos (maior nível desde 6 de fevereiro). Na mínima do dia, atingiu os 41.801 pontos (estabilidade) e a máxima de 42.680 pontos (+2,11%). No mês, os ganhos da Bovespa atingem 11,54% e, no ano, 13,42%. O giro financeiro, que começou o dia com mais vigor, diminuiu o ritmo à tarde, para então fechar em R$ 3,859 bilhões.

 

O pacote da habitação anunciado ontem pelo presidente Lula continuou a motivar compras no setor siderúrgico. Hoje, no entanto, os papéis das construtoras conseguiram reter ganhos. Isso porque o governo anunciou mais medidas: o Conselho Monetário Nacional aprovou na sua reunião de hoje ampliação de R$ 350 mil para R$ 500 mil o teto dos financiamentos com recursos do FGTS. Também ratificou a elevação de R$ 245 mil para R$ 450 mil o valor máximo dos financiamentos imobiliários que podem ser feitos dentro das regras do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Outra medida foi a criação de uma linha de financiamento de infraestrutura para a implantação dos conjuntos habitacionais.

 

As ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Gafisa subiram 1,89%, Cyrela ON, 3,58%. As duas empresas têm foco na classe média, enquanto Rossi Residencial ON, voltada para o segmento econômico, avançou 5,67%. A favor das construtoras hoje há ainda o dado do Banco Central mostrando que o crédito habitacional foi o que mais cresceu em fevereiro, com expansão de 2,8% ante janeiro. O estoque de crédito do sistema financeiro nacional ficou praticamente estável em fevereiro, na comparação com janeiro, com alta de apenas 0,1%, atingindo R$ 1,231 trilhão.

 

As siderúrgicas continuaram com ganhos firmes, com Gerdau entre as maiores altas. As ações preferenciais (PN, sem direito a voto) dessa empresa avançaram 7,37%, Metalúrgica Gerdau PN subiu 7,85%, Usiminas PNA, 6,94%, CSN ON, 1,78%. Vale ON terminou com ganho de 2,76% e PNA, de 2,24%, favorecida ainda pela alta dos metais.

 

Petrobras, na contramão do petróleo, recuou, 0,39% a ação ON e 0,20% a PN. Segundo operadores, as ações passaram por uma realização de lucros, já que vêm exibindo bom desempenho no mês. Na Nymex, o contrato do petróleo para maio terminou com elevação de 2,98%, a US$ 54,34, a máxima cotação do ano.

 

No setor bancário, os bancos reagiram às medidas do CMN, voltadas sobretudo às instituições de pequeno e médio porte. O CMN estabeleceu garantias, dada pelo Fundo Garantidor de Crédito, para quem aplicar em RDB destes bancos, num teto até R$ 20 milhões.

 

Banco ABC PN subiu 6,60%, Bic Banco, 10,58%, Banco Pine PN, 2,03%. Daycoval PN +7,74%, Cruzeiro do Sul PN +1,05%, e Banco Panamericano PN +4,73%. Na lista do Ibovespa, Bradesco PN avançou 2,85%, Itaú PN, 3,17%, Unibanco Unit, 3,30%, Banco do Brasil ON, 3,31%.

 

Setor externo

 

Nos EUA, as bolsas deram uma puxada no final e superaram 2% de ganhos. O Dow Jones avançou 2,25%, aos 7.924,56 pontos, o S&P avançou 2,33%, para 832,85 pontos, e o Nasdaq, na máxima, terminou em 1.587,00 pontos, alta de 3,80%.

 

A previsão acima das expectativas da varejista de eletrônicos Best Buy, e as perspectivas de redução dos custos trabalhistas da General Motors, que anunciou a adesão de 7.500 funcionários a seu plano de demissões voluntárias, foram pontos positivos da sessão. Os indicadores que saíram hoje não chegaram a ser bons, mas também ruim não foram, já que superaram as previsões.

 

O PIB do quatro trimestre apresentou contração de 6,3%, melhor que a queda de 6,6% estimada pelos analistas. Apesar disso, ainda foi a maior redução em 26 anos. Já os pedido de auxílio-desemprego aumentaram 8 mil na semana que terminou em 21 de março, 1 mil a menos do que as previsões.

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