finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Bovespa sobe 1,99% carregada por Vale

Bolsa também foi influenciada por economia japonesa e dados de vendas nos EUA

Claudia Violante, da Agência Estado,

16 de novembro de 2009 | 18h29

O crescimento da economia japonesa, os dados positivos de vendas no varejo nos EUA e a alta das commodities garantiram uma trajetória uniforme de elevação para a Bovespa nesta segunda-feira, 16. Em meio a uma sessão de volume engordado pelo vencimento de opções sobre ações, o índice recuperou o nível de 66 mil pontos carregado sobretudo por Vale e siderúrgicas.

 

Veja também:

link Apetite por risco desvaloriza dólar, que fecha a R$1,71

 

A Bovespa terminou com ganho de 1,99%, aos 66.627,10 pontos. Na mínima do dia, registrou 65.326 pontos (estabilidade) e, na máxima, os 66.896 pontos (+2,40%). No mês, acumula variação positiva de 8,26% e, no ano, de 77,44%. O giro financeiro somou R$ 10,233 bilhões. Desse total, R$ 3,62 bilhões decorreram do vencimento de opções sobre ações. Os dados são preliminares.

 

O fio condutor do mercado surgiu logo cedo, depois que o Japão anunciou um PIB duas vezes maior do que era previsto para o terceiro trimestre. A alta atingiu 1,2%, ante 0,6% estimado, em relação ao período imediatamente anterior. Anualizado, o número também surpreendeu: +4,8% ante +2,2% previsto.

 

Outra notícia vinda da Ásia e que também deu forças às ordens de compras nos pregões ao redor do mundo foi o compromisso, assumido pelos países participantes do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês) no final de semana, de manterem os gastos para estimular as economias.

 

Isso elevou o apetite pelo risco e elevou a corrida pelas commodities, também favorecida pelo recuo do dólar. Os dados de vendas no varejo nos Estados Unidos coroaram a sessão de ganhos, ao superarem as projeções. O Departamento do Comércio reportou avanço de 1,4% nas vendas no comércio em outubro, mais que o 0,9% estimado pelos economistas. Apesar dessa alta, o número de setembro foi revisado em baixa, de -1,5% para -2,3%. Os investidores, no entanto, deixaram o dado ruim de lado, e isso também valeu para o índice Empire State, igualmente negativo. O dado divulgado pelo Federal Reserve Bank de Nova York caiu para 23,51 em novembro, abaixo da previsão de analistas, de 28,65.

 

Às 18h18, o Dow Jones avançava 1,06%, o S&P tinha ganho de 1,28% e o Nasdaq subia 1,21%. As principais bolsas asiáticas e européias fecharam com variação positiva.

 

No Brasil, além do sinal positivo vindo do exterior, a alta das commodities, sobretudo as metálicas, garantiu ganhos robustos à Bovespa. Vale foi o destaque da sessão, ao lado de siderúrgicas, por conta do início das negociações em torno do reajuste do minério de ferro.

 

"Ao que parece, as negociações para o próximo ano se encaminham para um desfecho bem mais favorável do que ocorreu em 2009, o que é muito positivo para a Vale", comentou um especialista de renda variável de um grande banco doméstico brasileiro.

 

Vale terminou a sessão em alta de 3,99% na ON e de 3,75% na PNA. Gerdau PN subiu 2,24%, Metalúrgica Gerdau PN avançou 2,10%, Usiminas PNA ganhou 2,45% e CSN ON, 3,10%. Os metais subiram em bloco e o ouro, mais uma vez, renovou sua cotação recorde intraday.

 

Petrobrás reagiu ao seu balanço trimestral, divulgado na sexta-feira à noite, e à alta firme do petróleo, de 3,34% na Nymex, no contrato para dezembro, para US$ 78,90 o barril. Petrobrás ON, +0,47%, Petrobrás PN, +0,67%. A estatal anunciou lucro de R$ 7,303 bilhões no terceiro trimestre, em linha com as estimativas dos analistas. O resultado recuou 25,8% ante o mesmo período do ano passado e de 5,5% em relação ao segundo trimestre de 2009.

Tudo o que sabemos sobre:
BovespaBolsaVale

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.