Bovespa sobe 1% com novo cenário eleitoral

Provável candidatura da ex-ministra Marina Silva aumentou a chance de 2º turno nas eleições presidenciais e abriu espaço para ganhos na Bolsa

Fabrício de Castro, Agência Estado

18 de agosto de 2014 | 17h51

A pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira, que apontou maiores chances de um segundo turno na corrida presidencial, abriu espaço para ganhos consistentes da Bovespa. O viés de alta foi favorecido ainda pelo exterior mais calmo, enquanto o vencimento de opções sobre ações no Brasil trouxe maior volatilidade pela manhã. Passado o exercício, a Bovespa renovou máximas à tarde, para encerrar com ganho de 1,05%, aos 57.560,72 pontos.

Na mínima do dia, a Bolsa brasileira atingiu 56.968 pontos (+0,01%) e, na máxima, 57.665 pontos (+1,23%). No mês, acumula ganho de 3,10% e, no ano, avanço de 11,75%. A Bovespa subiu nas últimas três sessões e acumulou +3,56%. 

O Datafolha informou que a provável candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, teria chances de vencer a presidente Dilma Roussef em um eventual segundo turno na disputa presidencial. O levantamento apontou que Marina largaria na disputa com 21% das intenções de voto, ante 20% do candidato do PSDB, Aécio Neves, enquanto Dilma lidera com 36%. Já num segundo turno, a ex-senadora venceria Dilma, já que tem 47% das intenções, contra 43% da presidente. No geral, agradou o fato de que, com Marina, as chances de segundo turno são maiores. 

Neste cenário de maior possibilidade de derrota de Dilma Rousseff, os papéis da Petrobrás subiram de forma consistente: +1,27% as ON e +1,69% as PN. No caso da Vale, o papel ON avançou 0,77% e o PNA teve alta de 0,54%. 

Nos EUA, em meio a um ambiente mais calmo, os investidores também foram em busca de ações. O índice Dow Jones teve ganho de 1,05%, aos 16.838 pontos, o S&P 500 avançou 0,85%, aos 1.971 pontos, e o Nasdaq avançou 0,97%, aos 4.508 pontos.

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