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Bovespa sobe 2,03% ajudada por commodities e bolsas externas

Bolsa chega aos 63.912,57 pontos auxiliada por resultado do encontro do Fomc, que ficou dentro do previsto

Claudia Violante, da Agência Estado,

04 de novembro de 2009 | 18h25

A Bovespa trabalhou toda esta quarta-feira, 4, em alta, embalada pelo ganho das commodities metálicas, do petróleo, das bolsas internacionais e dos indicadores favoráveis nos Estados Unidos. O resultado do encontro do Fomc, bastante citado nas mesas de operações ao longo do dia, veio dentro do previsto e ajudou a consolidar o cenário azul.

 

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A Bolsa subiu 2,03%, aos 63.912,57 pontos, depois de flertar com os 64 mil pontos em alguns momentos da sessão. Na máxima, atingiu os 64.142 pontos (+2,39%) e, na mínima, os 62.650 pontos (+0,01%). Nestes dois pregões seguidos no azul, acumula ganhos de 3,85%, que correspondem aos do mês, enquanto, em 2009, o índice já subiu 70,21%. O giro financeiro totalizou R$ 6,608 bilhões. Os dados são preliminares.

 

O Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc) decidiu manter a taxa básica de juros norte-americana entre zero e 0,25% ao ano e não contrariou as expectativas dos analistas ao sustentar, no comunicado, que planeja manter as taxas de juro em recorde de baixa por um período prolongado diante do desemprego ainda elevado e da inflação baixa. No geral, no entanto, o Fed melhorou sua avaliação do estado da economia.

 

O resultado, no entanto, saiu na hora final do pregão da Bovespa, e antes dele os investidores tiveram bastante coisa para digerir, como os dados da ADP sobre o mercado privado de trabalho nos EUA e o ISM Serviços. Foram cortadas em outubro 203 mil vagas no setor privado, número que, embora ainda mostre fragilidade no mercado de trabalho, veio em linha com as projeções e gerou uma expectativa favorável para o payroll que será conhecido nesta sexta-feira. O outro dado, o ISM Serviços, ficou abaixo das previsões - caiu de 50,9 em setembro para 50,6 em outubro, ante estimativa de que subiria para 52 - mas ainda está acima de 50, o que significa expansão. Além disso, seus subíndices vieram melhores do que era esperado.

 

Em Wall Street, o Dow Jones subia, às 18h17, 1,17%, o S&P avançava 0,99% e o Nasdaq tinha variação positiva de 0,64%.

 

A Bovespa também foi influenciada pelas commodities, com destaque para os metais, que subiram estimulados pela alta do ouro. O preço desta matéria prima atingiu no intraday o preço recorde de US$ 1.096,50 por onça-troy, mas acabou fechando a US$ 1.087,30, em alta de 0,22%.

 

As ações da Vale foram ajudadas por este desempenho e avançaram, 0,95% a ON e 1,51% a PNA. A mineradora confirmou ontem à noite a oferta de US$ 1 bilhão em bônus de 30 anos, com vencimento em novembro de 2039, operação que terá cupom de 6,875% ao ano, pago semestralmente, ao preço de 98,564% do valor de face. Os recursos serão usados para propósitos corporativos em geral.

 

Já a Petrobras contou com a alta do petróleo, depois que os estoques da commodity inesperadamente caíram na semana encerrada em 30 de outubro nos EUA e puxaram os preços. O recuo nos estoques de petróleo foi de 3,936 milhões de barris, ante expectativa de alta de 1,4 milhão de barris, e os de gasolina encolheram 287 mil barris (previsão de - 100 mil barris). A commodity subiu 1,01% na Nymex, para US$ 80,40. Petrobras ON avançou 0,37% e PN, 0,42%.

 

Cabe aqui registrar que a Petrobras concluiu acordo de financiamento com o China Development Bank Corporation (CDB), no valor de US$ 10 bilhões e prazo de dez anos, que estavam sendo negociados desde maio deste ano. Os recursos serão utilizados para financiar o plano de negócios 2009-2013 e entrarão no caixa em etapas nos próximos meses.

 

No setor siderúrgico, o destaque hoje foi a CSN, que anunciou lucro líquido de R$ 1,150 bilhão no terceiro trimestre de 2009, +2.775% ante os R$ 40 milhões de igual período de 2008. CSN ON subiu 3,07%, Gerdau PN, 3,31%, Metalúrgica Gerdau PN, 2,64%, e Usiminas PNA, 1,07%.

 

Outro balanço divulgado hoje foi do Bradesco, que, no entanto, não teve bom reflexo sobre as ações, que caíram. O papel PN recuou 0,71%. O banco auferiu no terceiro trimestre lucro líquido de R$ 1,811 bilhão, 5,2% abaixo do registrado em igual período de 2008. Em relação ao trimestre anterior, a queda é de 21,2%. A taxa de inadimplência na instituição no período ficou em 5%, ante os 3,4% registrados em igual trimestre do ano passado e dos 4,6% do segundo trimestre de 2009.

 

Em tempo: a Bolsa brasileira fechou o mês de outubro com um saldo positivo de R$ 1,144 bilhão em recursos externos, embora tenha acumulado saídas consideráveis nas últimas nove sessões em razão, em grande parte, ao início da cobrança do IOF sobre o capital externo no mercado de ações brasileiro. Em 2009, o saldo positivo - que chegou a atingir R$ 23,026 bilhões em 19 de outubro - agora está em R$ 19,151 bilhões.

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