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Bovespa sobe 2,31% e tem a segunda semana positiva

Cenário:

CLAUDIA VIOLANTE, O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2011 | 03h05

O comportamento do Ibovespa nessa semana é um bom indicador de como está a situação europeia: indefinida. Foram três pregões em queda e dois em alta, resultando numa variação acumulada de quase estabilidade. Ontem, sem Petrobrás e Vale para atrapalhar, a Bovespa exibiu forte alta, na esteira do otimismo externo com uma solução iminente para a crise da zona do euro. A aprovação de mais uma tranche da ajuda à Grécia, a agenda vazia e os balanços favoráveis nos EUA contribuíram para reforçar esse noticiário positivo. O Ibovespa subiu 2,31%, aos 55.255,23 pontos. Na semana, a segunda seguida com elevação, acumulou alta de 0,41%. No mês, sobe 5,60%, mas ,no ano, a perda alcança 20,27%.

A notícia de que França e Alemanha estão concentrando esforços para um pacote de impacto que seja capaz de solucionar a crise europeia, conforme comunicado divulgado na quinta-feira à noite, continuou fazendo preço ontem. Neste domingo, será realizada, em Bruxelas, a primeira reunião de cúpula da União Europeia, mas é no segundo encontro, na próxima quarta-feira, que deve ser divulgado o acordo para resolver o impasse na região. Os preços das ações e das commodities subiram também com a decisão dos ministros de Finanças da zona do euro de aprovar a sexta parcela de ajuda à Grécia, no valor de 8 bilhões de euros. Em Nova York, o índice Dow Jones avançou 2,31%, o S&P subiu 1,88% e o Nasdaq ganhou 1,49%. Na Europa, as bolsas apresentaram bom desempenho, amparadas na esperança de um plano para resolver o impasse na Europa.

O otimismo externo atraiu vendas para o dólar, que caiu para R$ 1,780 no balcão, após subir 1,82% nas duas sessões anteriores. Na semana, a moeda norte-americana se valorizou 2,77% ante o real, mas, no mês, ostenta queda de 5,32%.

O mercado futuro de juros operou com poucos negócios e estreita oscilação no último dia da semana. Como os analistas ainda não chegaram a um consenso sobre o tamanho do ciclo de aperto monetário, não houve grandes motivos para correção das apostas nas taxas curtas da curva a termo, que embutem um corte pouco superior a 0,50 ponto porcentual da taxa básica de juros, a Selic, na última reunião do ano e outra redução de meio ponto no começo de 2012. O leve viés de queda, no entanto, contou com a colaboração do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que ontem voltou a dizer que o Brasil tem espaço para seguir reduzindo sua taxa básica de juros.

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