Bovespa sobe 2% por Europa e dados de varejo dos EUA

A bolsa brasileira encerrou o pregão desta segunda-feira em alta de 2 por cento, seguindo o otimismo de investidores sobre possíveis novos anúncios na zona do euro e com o resultado de vendas do "black friday" nos Estados Unidos.

ROBERTA VILAS BOAS, REUTERS

28 de novembro de 2011 | 18h56

O Ibovespa fechou em alta de 2,05 por cento, a 56.017 pontos. O giro financeiro do pregão foi de 5,3 bilhões de reais.

Em Nova York, o principal índice de ações, o Dow Jones, registrava alta de 2 por cento perto do fechamento de Wall Street.

"Houve uma empolgada dos mercados com o 'black friday', tirando um pouco do estresse da economia norte-americana", explicou o analista João Luiz Piccioni, da Petra Asset.

Ao todo, as vendas do fim de semana de Ação de Graças subiram 16,4 por cento, para 52,4 bilhões de dólares.

Na Europa, um porta-voz do governo alemão informou que Alemanha e França estão trabalhando juntas em uma proposta por mudanças concretas e limitadas ao tratado da União Europeia.

"Teve também uma acalmada das tensões da semana passada, que possibilitou um repique das ações", disse o analista, ressaltando ao mesmo tempo que o cenário ainda é incerto, e a melhora desta sessão não implica em uma tendência de alta para os próximos dias.

Na bolsa paulista, as ações de maior peso no Ibovespa registraram valorização, com a preferencial da Petrobras subindo 2,33 por cento, a 21,50 reais, enquanto a da Vale ganhou 1,28 por cento, a 39,50 reais, após a mineradora divulgar seu plano de negócios para 2012.

No noticiário corporativo, o destaque ficou com as ações da Usiminas, após o anúncio de que a Techint fechou acordo para entrar no bloco de controle da siderúrgica, por meio da Ternium e TenarisConfab.

O papel preferencial da maior produtora brasileira de aços planos registrou alta de 2,83 por cento, a 10,90 reais, tendo avançado mais de 7 por cento na máxima da sessão.

A ação ordinária chegou a subir mais de 5 por cento na abertura do pregão, mas terminou em baixa de 3,55 por cento, cotada a 19,00 reais, diante da frustração de investidores que esperavam tag-along para os minoritários.

O presidente da Usiminas, Wilson Brumer, disse em teleconferência que "na nossa avaliação, (o acordo) não gera tag-along, o grupo de controle segue sendo o mesmo".

O analista Victor Penna, do BB Investimentos, lembrou que a ação ordinária da Usiminas tinha registrado alta expressiva depois que surgiram especulações de que a CSN entraria no bloco de controle. "Muitos investidores entraram achando que ia ter tag-along. Como não vai, muitos minoritários estão deixando a ação."

A ação preferencial da Confab, fora do Ibovespa, teve a maior queda de toda bolsa, de 16,31 por cento, a 3,90 reais. A empresa vai desembolsar 900 milhões de reais por uma fatia da Usiminas.

Já Lupatech subiu 16,49 por cento, em um movimento de continuidade da recuperação iniciado na sexta-feira, quando subiu 12,5 por cento.

De segunda a quinta-feira da semana passada, a ação da Lupatech acumulou perda de quase 50 por cento, refletindo temores sobre a solvência da companhia. Na sexta, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deu demonstrações de apoio à companhia.

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