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Bovespa sobe 9,4%, com notícias nos EUA e Reino Unido

Anúncios de ajuda ao Citigroup e da equipe econômica de Obama e novo pacote britânico levantam bolsas

Claudia Violante, da Agência Estado,

24 de novembro de 2008 | 18h24

A ajuda ao Citigroup, a confirmação de nomes da equipe econômica dos EUA e um pacote do Reino Unido levaram as bolsas a dispararem pelo mundo. Na Bolsa de Valores de São Paulo, não foi diferente: Vale, Petrobras, bancos e siderúrgicas fizeram o principal índice doméstico de ações a subir quase 10%, devolvendo parte das perdas acumuladas na última semana.  Veja também:Dólar segue ânimo global nas bolsas e cai 5,52%, a R$ 2,328Reino Unido lança novo pacote anticrise de US$ 30 bilhõesEUA vão injetar US$ 20 bilhões para salvar o CitigroupDe olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise  A Bolsa paulista subiu 9,40%, aos 34.188,83 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 31.255 pontos (+0,02%) e a máxima de 34.382 pontos (+10,02%). No mês, acumula perdas de 8,23% e, no ano, de 46,48%. O giro financeiro totalizou R$ 3,595 bilhões. Os dados são preliminares. Às 18h15, o Dow Jones subia 4,61%, o S&P, 6,11%, e o Nasdaq, 5,53%, dando seqüência aos fortes ganhos da última sexta-feira. Na última hora do pregão daquela data, as bolsas norte-americanas dispararam com o vazamento da informação de que Timothy Geithner teria sido escolhido como secretário do Tesouro do governo Barack Obama.  A informação foi confirmada esta tarde por Obama, em entrevista coletiva, na qual também confirmou a escolha de Lawrence Summers para a presidência do Conselho Econômico Nacional e a escolha de Christina Romer, professora de Economia da Universidade da Califórnia em Berkeley, como presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca. Os investidores também gostaram da fala de Obama, que afirmou que o país deve agir "rápida e audaciosamente" para confrontar a crise econômica. "Além de quaisquer medidas imediatas que possamos tomar, precisamos de um plano de recuperação tanto para Wall Street como para Main Street, um plano que estabilize nosso sistema financeiro e faça o crédito fluir novamente, e ao mesmo tempo, lidar com nossa crescente crise de execuções hipotecárias, ajudar nossa indústria automobilística em dificuldades e criar ou manter 2,5 milhões de empregos - empregos na reconstrução de nossas rodovias e pontes, que estão se desfazendo, na modernização das escolas e na criação da infra-estrutura para a energia limpa do século 21". Antes de Obama, porém, o que garantiu a manutenção dos índices acionários em alta foi a ajuda do governo norte-americano ao problemático Citigroup. O governo George W. Bush concordou em injetar US$ 20 bilhões no banco, além de garantir US$ 306 bilhões em ativos, o que fez as ações da instituição dispararem mais de 50% e espalhar otimismo pelos papéis do segmento ao redor do mundo. No Brasil, Unibanco unit subiu 17,54%, Itaú PN, 15,86%, Bradesco PN, 12,69%, BB ON, 9,55%, e Nossa Caixa ON, 0,87%. Na Europa, além da equipe econômica dos EUA, também fez as bolsas dispararem o pacote de 20 bilhões de libras (US$ 30,24 bilhões) que o governo do Reino Unido anunciou. Uma das medidas será a redução de 17,5% para 15% o Imposto sobre Valor Agregado. Em Londres, o índice FTSE 100 subiu 9,84%, para 4.152,96 pontos, registrando o maior ganho porcentual em 21 anos; o índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, avançou 10,34%, para 4.554,33 pontos; em Paris, o índice CAC-40 fechou em alta de 10,09%, para 3.172,11 pontos. Este bom humor externo acabou puxando para cima os preços das commodities que, por tabela, favoreceram a compra de ações do setor com valores bastante deprimidos. Foi o caso de Vale e também de siderúrgicas. CSN ON liderou os ganhos do segmento, com +16,25%. Petrobras também foi destaque de alta, ainda ajudada pelo petróleo no exterior: as ON subiram 12,37% e as PN, 13,85%, Na Nymex, o contrato para janeiro do petróleo fechou em alta de 9,15%, a US$ 54,50. As ações da Vale subiram 14,52% as ON e 12,96% as PNA.

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