finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Bovespa sobe 9%, com Citi e mercados internacionais

Investidores tentam zerar a perda registrada na última sexta-feira; Governo dos EUA vai agir para estabilizar Citi

Agência Estado,

24 de novembro de 2008 | 11h48

Ao contrário da última sexta-feira, a segunda começa com a Bolsa de Valores de São Paulo em alta. Tentando zerar a perda de 6,45% do último pregão, o Ibovespa - principal índice de ações do mercado paulista - subia 9,01% às 13h31, aos 34.066 pontos. Em Nova York, as bolsas também registravam fortes altas. O Dow Jones subia 3,87%, o Nasdaq 4,12% e o S&P 4,34%.   Veja também: EUA vão injetar US$ 20 bilhões para salvar o Citigroup Todas as notícias sobre o Citigroup  De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise    Na sexta, as bolsas norte-americanas deslancharam na última hora de negócios (o Dow Jones disparou 6,54%) com a notícia de que o presidente do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA) de Nova York, Timothy Geithner, foi escolhido para comandar a secretaria do Tesouro pelo presidente eleito Barack Obama.   Mas na visão dos analistas, a recuperação do Ibovespa é frágil porque o mercado carece de tomador final. O volume negociado tem sido fraco, comandado basicamente pelas tesourarias. Se o sinal de alta das bolsas perder força nos EUA e na Europa, a Bovespa corre o risco de ter mais um dia negativo.   O plano de resgate de US$ 306 bilhões para salvar o Citigroup, que consiste em garantias a ativos com problemas, também reanima o mercado. Paralelamente, o Tesouro dos EUA concordou em injetar US$ 20 bilhões adicionais no banco. Com isso, o governo norte-americano pretende evitar uma possível quebra da instituição, que na semana passada viu suas ações perderem 60% do valor.   As ações do Citi dispararam mais de 40% no pré-mercado dos EUA, contagiando os papéis dos bancos na Europa e impulsionando as bolsas. Em Londres, o ganho era de 4,69% e em Paris, de 4,51%, refletindo a correção ao fechamento de sexta-feira em Nova York.   Outra notícia que contribui para melhorar os ânimos esta manhã é a formação do governo de Obama. Ele anuncia nesta segunda, em Washington, às 15 horas (de Brasília) a "fatia econômica" que fará parte de sua equipe.   A recuperação de hoje encontra sustentação ainda nos preços das commodities. Os metais operam em alta forte em Londres com suporte de ganhos nos mercados de ações e das perdas do dólar frente ao euro. O cobre disparava mais de 7% em Londres e em Nova York. Mas, devido ao cenário de desaceleração do crescimento econômico global e incertezas quanto aos mercados financeiros, os metais ainda podem atingir novas mínimas. No caso do petróleo, a alta estava em torno de 3,5%, com o barril negociado na faixa de US$ 51.   Petróleo   Os contratos futuros do petróleo operam em alta, acompanhando o movimento no mercado de ações e em meio à expectativa de um possível anúncio de corte na produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) após uma reunião extraordinária do cartel, no dia 29 de novembro.   Às 10h47 (de Brasília), o contrato do petróleo para janeiro negociado na Nymex subia US$ 1,62, ou 3,24%, para US$ 51,55 o barril. Em Londres, o contrato do petróleo tipo Brent para janeiro avançava US$ 1,49, ou 3,03%, para US$ 50,68 o barril.   No fim de semana, alguns membros da Opep manifestaram-se em favor de mais cortes na produção. Isto, aliado ao fechamento dos preços da commodity abaixo de US$ 50 o barril na última sexta-feira, reforçou a expectativa do mercado de que o cartel pode anunciar nova redução na produção na reunião de sábado. Apesar disso, ainda restam dúvidas sobre qual será a decisão do grupo após a reunião, o que contribuiu para um intervalo de negociação de preços superior a US$ 3 no pregão europeu.   "A direção do mercado de petróleo está dividida entre aqueles que têm dúvidas sobre qual será o anúncio da Opep neste fim de semana e os que vêem no mercado de ações sinais de alívio após o Citigroup ter sido resgatado", disse Rob Laughlin, analista da MF Global em Londres.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.