Bovespa sobe à espera de plano nos EUA; Europa fecha em alta

Mercados em Nova York também sobem; no mercado de câmbio, dólar cai após Câmara decidir votar pacote

Da Redação,

03 Outubro 2008 | 13h43

As bolsas européias fecharam em alta nesta sexta-feira, 3, à espera da votação do pacote de resgate às instituições financeiras na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. Em Paris, a alta foi de 2,96%, em Londres de 2,26% e em Frankfurt de 2,41%. A tendência de alta é comum a todas as principais bolsas mundiais nesta tarde. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo subia 2,50% às 13h35, aos 47.305 pontos.   Veja também: BC reduz compulsório e devolve R$ 23,5 bi à economia Pacote só será votado se tiver aprovação certa, diz Pelosi Crise afetará neoliberalismo, dizem analistas Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise Entenda o pacote anticrise que passou no Senado dos EUA A cronologia da crise financeira  Veja como a crise econômica já afetou o Brasil Entenda a crise nos EUA    A bolsa norte-americana também opera em alta, apesar de as companhias do país terem promovido o maior enxugamento do quadro de funcionários em cinco anos no mês de setembro. Por volta das 13h40 (de Brasília) Dow Jones subia para 1,68%; Nasdaq 2,51% e S&P 500 tinha alta de 2,24%.   No mercado de câmbio, o dólar inverteu a tendência de alta e passou a cair após a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovar o procedimento para votar o pacote de US$ 700 bilhões para socorrer o mercado financeiro. Às 13h40, a moeda era cotada a R$ 2,0100, em queda de 0,54%.   A Câmara votou por 223 a 205 para aprovar as normas sobre o debate do "Ato de Estabilização Econômica de Emergência" de 2008, que inclui US$ 152 bilhões em incentivos fiscais. Este voto permitiu que a Câmara começasse o debate formal sobre o projeto, que deve dar ao Tesouro a autoridade para comprar até US$ 700 bilhões em hipotecas problemáticas e outros ativos por meio do Tarp (Troubled Asset Relief Program), ou programa de alívio de ativos problemáticos. A votação deve ocorrer por volta das 14 horas.   O plano anticrise ainda enfrenta resistência entre os deputados e nem mesmo a votação nesta sexta-feira está garantida. A presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, a democrata Nancy Pelosi, disse na última quinta que não vai levar o pacote ao plenário antes de assegurar os votos necessários para sua aprovação. O Senado aprovou por 74 votos a 25 a nova proposta para o pacote de US$ 700 bilhões na última quarta. Na tentativa de ampliar o apoio ao plano, o custo do projeto teve um aumento de US$ 150 bilhões, o que inclui corte de impostos para a classe média e incentivos a pequenas empresas.   Por aqui, o Banco Central tomou uma medida para tentar aliviar a falta de dinheiro disponível no sistema financeiro e que pode liberar até R$ 23,5 bilhões para o mercado. A ação deve beneficiar principalmente pequenos e médios bancos, que têm enfrentado graves problemas para captar recursos no mercado. A autoridade monetária anunciou que bancos que adquirirem carteiras de crédito de outras instituições terão redução do depósito compulsório.   Nesta sexta também foi anunciada mais uma negociação entre bancos. O norte-americano Wachovia concordou em ser vendido para o Wells Fargo, numa transação avaliada em US$ 15,1 bilhões. A oferta do Wells Fargo é de US$ 7,00 por ação, 79% superior ao preço de fechamento do papel do Wachovia na quinta em Nova York, de US$ 3,91. O anúncio vem quatro dias após o Wachovia ter fechado um acordo preliminar avaliado em US$ 2,16 bilhões para vender suas operações bancárias para o Citigroup. Uma porta-voz desse banco não estava imediatamente disponível para comentar o assunto.   Na quinta-feira, as bolsas americanas puxaram os mercados do continente. Por aqui, a Bovespa perdeu 7,34% e fechou aos 46.145,10 pontos. Em Nova York, o índice Dow Jones caiu 3,22% para os 10.482,85 pontos. O Nasdaq recuou 4,48% para os 1.976,72 pontos. Já o S&P 500 mergulhou 4,03% para os 1.114,28 pontos.   Ásia   Na Ásia, os mercados ainda sentiam o efeito da divulgação, na quinta-feira, de números da economia real que mostraram um desaquecimento da atividade econômica nos EUA. Em Tóquio, o índice Nikkei 225 caiu 1,94% e fechou aos 10.938,14 pontos - o menor nível em três anos -, com os investidores temendo que a desaceleração do mercado americano, essencial para as exportações japonesas, afete as vendas de empresas de tecnologia do país.   A mesma lógica fez o índice Hang Seng cair 2,46% em Hong Kong, para os 17.762,69 pontos. À exceção de Taiwan, todos os outros mercados asiáticos - Austrália, Cingapura, Índia, Malásia e Tailândia - fecharam ou operam no vermelho. As bolsas de Xangai e de Seul estão fechadas nesta sexta-feira.

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