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Bovespa sobe, acompanhando NY, e ultrapassa 55 mil pontos

Cenário externo positivo apaga efeito de ata conservadora do Copom; dólar cai abaixo de R$ 1,90

Agência Estado,

13 de setembro de 2007 | 15h04

A ata mais conservadora do Comitê de Política Monetária (Copom) não abateu a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta quinta-feira, 13. Acompanhando o cenário externo positivo, a Bolsa voltou aos 55 mil pontos e subia 2,15% às 14h42.  O dólar, por sua vez, ficou abaixo de R$ 1,90 pela primeira vez desde o agravamento da turbulência internacional em agosto. Às 14h36, a moeda norte-americana caía 0,68%, cotada a R$ 1,896. Divulgada nesta manhã, a ata da última reunião do Copom - em que o ritmo do corte nos juros do País foi reduzido - ampliou largamente a probabilidade de fim do ciclo de redução dos juros, no entender do mercado. Num texto considerado objetivo, o documento afirmou que a demanda continua crescendo e começou a pressionar a inflação, e que, agora, a contribuição do setor externo para o cenário inflacionário benigno já não é tanta. Como o mercado já vinha precificando uma ata do Copom com tom mais pessimista, por conta da aceleração da inflação e das turbulências externas, a reação do documento do BC foi nula na Bolsa que, mais uma vez, manteve o foco nos EUA. Lá, o índice Dow Jones subia mais de 1,06% por volta das 13h45, levando o Ibovespa a renovar as máximas do dia. O S&P 500 avançava 0,94%.  Notícias corporativas, especialmente relacionadas às blue chips McDonald's e à General Motors, impulsionaram os mercados no país, que também seguem firmes na expectativa por corte nos Fed Funds, tal como os europeus, que fecharam em alta. O McDonald's anunciou na quarta à noite que vai aumentar em 50% seu dividendo, um dia depois de informar alta de 8% nas vendas em agosto, o que fez com que suas ações disparassem mais de 5%.  No caso da General Motors, cujas ações fazem parte do índice Dow Jones, o que animou os investidores foi a informação de que o sindicato dos trabalhadores da indústria automobilística estaria disposto a aceitar em princípio a criação de um fundo multibilionário para gerir um plano de saúde para aposentados, controlado pelo sindicato.  Paralelamente, o Detroit News informou que a montadora está tentando montar o sistema de salários que lhe permitirá pagar menos para as novas contratações do que para os veteranos. Logo na abertura, o mercado recebeu bem a notícia de que a varejista Target poderá vender suas operações com cartões de crédito, avaliadas em US$ 7 bilhões.  Mas essa reação positiva ao noticiário corporativo só está sendo possível porque esta quinta-feira é mais um dia sem notícias ruins relacionadas ao subprime. A agenda nos EUA é fraca e os poucos indicadores não trouxeram preocupações.  Em compensação, nesta sexta-feira a agenda nos EUA é quentíssima, com a divulgação das vendas no varejo, produção industrial e confiança do consumidor de Michigan.

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