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Bovespa sobe e acumula valorização de 38,51% em 9 semanas

Ganhos da Bolsa brasileira no período superam valorização acumulada neste ano; mercado em NY também sobe

Claudia Violante, da Agência Estado,

08 de maio de 2009 | 17h42

O relatório do mercado de trabalho norte-americano não comprometeu o dia e a Bovespa registrou sua nona semana de elevação, período no qual os ganhos superam o desempenho acumulado de 2009. Petrobras e BM&FBovespa conduziram o avanço, mas a garantia para a valorização veio de Wall Street, onde as bolsas também fecharam no azul.

 

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O Ibovespa encerrou a sexta-feira na máxima pontuação do dia, em alta de 2,67%, aos 51.395,99 pontos. Nesta semana (e no mês), acumulou ganho de 8,68%, e nas nove semanas em que subiu até agora a valorização atinge 38,51%. Em 2009, o índice acumula elevação de 36,87%. Na mínima pontuação do dia, a Bovespa atingiu 50.051 pontos (-0,01%). O giro financeiro totalizou R$ 4,984 bilhões. Os dados são preliminares.

 

A volta ao terreno positivo depois de uma breve realização de lucros na quinta foi garantida pelo dado "menos pior" do que as previsões do payroll norte-americano, o que deu continuidade ao fluxo de entrada de investidores estrangeiros no Brasil.

 

Um relatório do Citigroup também pode entrar na conta da Bolsa hoje. Os estrategistas de ações para América Latina da instituição elevaram a recomendação para o mercado de ações brasileiro de "neutra" para "overweight" em sua carteira regional, colocando-o como Top Pick entre os mercados latino-americanos. O Citigroup elevou também a meta para o índice Bovespa de 55.000 pontos para 60.000 pontos no final do ano.

 

Nos EUA, em abril, foram fechadas 539 mil vagas de trabalho, número inferior aos 610 mil cortes esperados e o menor desde o corte de 380 mil empregos registrado em outubro. A taxa de desemprego, por sua vez, subiu a 8,9% no mês passado, mas ficou em linha com a estimativa.

 

E se o payroll agradou, o resultado dos testes de estresse conhecidos ontem após o fechamento do mercado também não atrapalharam, uma vez que a leitura também foi de que os números foram melhores do que as previsões.

 

Mesmo com tal necessidade de capital, foram as instituições financeiras que garantiram a alta das bolsas. O Dow Jones terminou em +1,96%, aos 8.574,65 pontos, o S&P com +2,41%, aos 929,23 pontos, e o Nasdaq com +1,33%, a 1.739,00 pontos. BofA avançou 4,89%, Citigroup, 5,51%, JPMorgan, 10,50%, e American Express, 9,36%.

 

No Brasil, os bancos avançaram, mas os ganhos foram modestos em relação a seus pares. Bradesco PN teve a maior variação do segmento (+2,76%), seguido por BB ON (+1,65%) e Itaú Unibanco PN (+1,17%).

 

Os destaques ficaram com BM&FBovespa e Petrobras, embora, à tarde, Vale e siderúrgicas tenham ampliado os ganhos vistos mais cedo. Com a volta dos estrangeiros e, consequentemente, maior volume negociado na Bolsa, é natural que as ações da instituição também avancem. Hoje, BM&FBovespa ON foi a segunda maior alta do Ibovespa, ao subir 7,79%, a R$ 10,10. Em maio, já acumula 14,26% de alta. A empresa divulga seu balanço trimestral na próxima terça-feira.

 

Petrobras acompanhou a alta firme do petróleo no exterior. O contrato da commodity para junho terminou em elevação de 3,39%, a US$ 58,63. Uma das justificativas para a alta é a expectativa dos investidores de que a retomada da economia já tenha começado e que isso significará maior demanda pelo produto. Petrobras ON subiu 3,48% e PN, 3,19%.

 

Em dia de queda dos metais básicos, Vale conseguiu subir, embora operadores tenham citado que o balanço do primeiro trimestre ainda pesa um pouco sobre as ações. A ON avançou 1,43% e a PNA, 2,09%.

 

No setor siderúrgico, CSN ON avançou 3,49%, Usiminas PNA, 3,12%, Gerdau PN, 2,85%, e Metalúrgica Gerdau PN, 3,18%. O UBS Pactual rebaixou de "compra" para "neutra" a recomendação para os papéis da Gerdau, na esteira da divulgação dos resultados da companhia no primeiro trimestre de 2009, mas elevou de R$ 18,50 para R$ 21,00 por ação o preço-alvo, com o objetivo de refletir o valor atribuído à companhia no longo prazo.

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