Bovespa sobe e atinge maior patamar desde 5 de março

Bolsa de São Paulo escapa de clima negativo no exterior, graças à compra de ações de maior liquidez

Aluísio Alves, da Reuters,

08 de abril de 2008 | 18h30

Uma nova rodada de compras de ações de maior liquidez fez a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) escapar da influência negativa dos mercados de Wall Street e voltar a subir nesta terça-feira, 8.  Depois de alternar alta e baixa ao longo do dia, o Ibovespa fechou com alta de 0,57%, aos 64.539 pontos, no maior patamar desde 5 de março. O giro financeiro somou R$ 4,66 bilhões. Na segunda-feira, a bolsa caiu 0,41%, após uma semana de cinco altas sucessivas.  Segundo profissionais do mercado, embora as incertezas sobre o futuro da economia norte-americana ainda estejam no radar, os investidores vêem o cenário de curto prazo com um pouco mais de otimismo - o que mais uma vez se traduziu em compras de ações de empresas de países emergentes, especialmente as ligadas a commodities.  "Na Bovespa, esse movimento elevou as ações da Petrobras e de siderúrgicas", disse o superintendente de renda variável do banco Safra, Valmir Celestino.  As ações preferenciais da Petrobras avançaram 1,9%, a R$ 79,99. Entre as fabricantes de aço, os papéis ordinários da Companhia Siderúrgica Nacional foram os destaques, com avanço de 2,99%, a R$ 68,90. As ações preferenciais da Vale fecharam estáveis em R$ 52.  As estrelas do pregão foram as ações ordinárias da Embraer, com avanço de 4,5%, a R$ 18,50. A companhia anunciou na segunda-feira à noite que entregou 45 aeronaves no primeiro trimestre e que sua carteira de pedidos aumentou em US$ 1,5 bilhão, alcançando o valor recorde de US$ 20,3 bilhões.  Assim, a bolsa paulista descolou dos mercados norte-americanos, que fecharam em baixa, em meio à reação dos investidores à notícia de que a Washington Mutual, maior associação de poupança e empréstimos dos Estados Unidos, espera um prejuízo de US$ 1,1 bilhão no primeiro trimestre.  A ata da última reunião do comitê de política monetária do Federal Reserve também reforçou temores de que os Estados Unidos estejam entrando em recessão. Na Bolsa de Nova York, o índice Dow Jones caiu 0,29%.

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