Bovespa sobe e bate recorde; dólar fecha em alta de 0,49%

Em Nova York, a Dow Jones fechou em alta de 0,32% e a Nasdaq caiu 0,50%

Claudia Violante e Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

19 de maio de 2008 | 17h08

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não conseguiu sustentar os ganhos registrados até o início da tarde, quando rompeu os 73 mil pontos e se aproximou dos 74 mil. Mas a realização de lucros que se seguiu ao vencimento de opções (operação de mercado futuro) foi insuficiente para permitir um fechamento negativo. O que significa que a Bolsa registrou mais um recorde de fechamento (e tambémintraday), o nono de 2008.   Veja também: Preço do petróleo em alta  A história e os números da Petrobras A maior jazida de petróleo do País A exploração de petróleo no Brasil    O Ibovespa fechou em alta de 0,92%, aos 73.438,8 pontos, substituindo o recorde de sexta-feira (72.766,9 pontos). A alta de hoje elevou o resultado acumulado em maio para 8,21%. No ano, a Bolsa já subiu 14,95%. O índice também bateu novo recorde intraday, aos 73.794 pontos (+1,41%). Na mínima do dia, caiu 0,43%, aos 72.458 pontos.   O volume financeiro totalizou R$ 11,689 bilhões (preliminar). Do total, R$ 4,007 bilhões referem-se ao vencimento de opções sobre ações, sendo R$ 3,989 bilhões em opções de compra e R$ 17,586 milhões na venda. Já o dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 1,6490, em alta de 0,49%   O preço do petróleo subiu 0,6%, para US$ 127,05. O presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Chakib Khelil, disse hoje que o cartel não tomará nenhuma decisão sobre níveis de produção de petróleo antes de encontro marcado para setembro, em Viena. Os EUA têm pedido que a Opep eleve a produção para conter os elevados preços dos combustíveis.   Na Bovespa, o movimento foi mais uma vez puxado pelas ações de empresas ligadas a comodities, com destaque para Petrobras e as fabricantes de aço, desta vez também com apoio do setor financeiro. As ações preferenciais da petrolífera subiram 3,8%, para R$ 50, o terceiro melhor desempenho do índice. Nesta segunda-feira, um levantamento da consultoria Economática revelou que a escalada de 110% das ações da estatal nos últimos doze meses levaram-na à condição de terceira maior empresa das Américas, ultrapassando a Microsoft.    Em Nova York, a Dow Jones fechou em alta de 0,32% e a Nasdaq caiu 0,50%, influenciada pela queda de Microsoft e Yahoo!. No final de semana, a empresa fundada por Bill Gates anunciou que pretende negociar uma parceria com a Yahoo!, depois que sua tentativa de compra do site de buscas falhou.   Grau de investimento   O mercado ainda espera mais uma elevação do Brasil a grau de investimento. Desta vez, pela Fitch. Nesta segunda-feira, o diretor-executivo da agência de classificação de risco, Rafael Guedes, afirmou que uma eventual decisão do governo de elevar o superávit primário (arrecadação menos despesas exceto o pagamento de juros) pode tornar mais rápida a concessão do grau de investimento pela empresa internacional.   "Se o governo vem a público e anuncia que o superávit primário vai subir 0,50 ou 0,75 ponto porcentual seria positivo para acelerar a concessão (do investment grade)", comentou. Segundo ele, o aumento desta poupança do Orçamento, sem levar em consideração gastos com juros, cuja meta é de 3,8% do PIB para este ano, é favorável para qualquer governo. Para o País, seria benéfica, pois atacaria um dos principais obstáculos à redução do passivo público bruto, que está ao redor de 64% do PIB.   Para Guedes, o crescimento vigoroso da economia mantida no longo prazo também seria bom para aumentar a velocidade de concessão de investment grade pela Fitch. "O Brasil é um País que cresce pouco porque investe pouco, num patamar ao redor de 18% do PIB. O nível de crescimento subiu, é verdade. Mas é inferior ao registrado por outros países que registram níveis de expansão de 6%, 7%, pois investem de 22% a 25% do PIB", afirmou.   Na avaliação do diretor-executivo da Fitch, o incremento dos investimentos poderia ser motivado por alguns fatores: um deles seria o aumento da aplicação de recursos pelo governo em obras de infra-estrutura, porém o Poder Executivo necessitaria reduzir as despesas correntes. Guedes destacou ainda que a infra-estrutura no Brasil "é muito fraca" e há questionamentos se o atual nível de crescimento do País tem condições de ser mantido num horizonte de tempo longo.

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