Public Domain
Public Domain

Sem novidades no cenário político, dólar cai 0,61% e Bolsa fica estável

Definição da equipe econômica foi adiada para amanhã; moeda americana, também influenciada pela queda dos preços do petróleo, fechou cotada a R$ 3,50

Fabrício de Castro e Paula Dias, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2016 | 12h32

SÃO PAULO - A ausência de notícias de impacto no cenário político brasileiro e a alta dos preços do petróleo no mercado internacional contribuíram para a queda do dólar frente ao real nesta segunda-feira. A moeda americana terminou o dia cotada a R$ 3,5054 no mercado à vista, com desvalorização de 0,61%. À espera do anúncio do novo presidente do Banco Central, que ficou para amanhã, investidores recolheram parte dos ganhos das últimas duas sessões, quando o dólar subiu.

O petróleo subiu em Londres e em Nova York, após o banco Goldman Sachs afirmar que o mercado global da commodity "provavelmente" entrou em situação de déficit em maio, diante da demanda forte e do recuo na produção. A instituição também elevou suas projeções para os preços dos contratos. Somado a isso, circularam notícias sobre a queda na produção da Nigéria e sobre a possibilidade de que o mesmo ocorra em breve na Venezuela.

A moeda americana à vista registrou ganho apenas no início da jornada, quando marcou a máxima de R$ 3,5319 (+0,14%). Logo depois, migrou para o negativo ante o real e por lá ficou até o fim da sessão. Na mínima do dia, às 15h49, o dólar à vista foi cotado a R$ 3,4955 (-0,89%). Da máxima para esta mínima, a moeda oscilou -1,03%. Profissionais ouvidos pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, chamaram a atenção para o giro baixo no dia, tanto no segmento à vista quanto no futuro.

No mercado de renda variável, a Bovespa buscou uma recuperação durante praticamente toda a sessão de negócios, mas terminou estável, aos 51.802,92 pontos. A alta do petróleo impulsionou as ações da Petrobrás, que ajudaram a sustentar a Bolsa brasileira no positivo na maior parte do tempo. Ao final do dia, Petrobrás ON e PN avançaram 3,47% e 3,07%, respectivamente. Por outro lado, as ações do setor bancário pesaram para o lado negativo, principalmente após notícia da Serasa de que a inadimplência nas contas de água, luz e gás bateram recordes em março.

O Ifinanceiro, índice da BM&FBovespa que reúne somente ações de empresas do setor financeiro, previdência e seguros, fechou na mínima do dia, em queda de 1,12%. Os destaques de baixa nesse grupo ficaram com BB Seguridade on (-3,61%), Porto Seguro ON (-2,70%), Bradesco PN (-1,75%) e Itaú Unibanco PN (-1,53%). Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, as maiores quedas foram de Metalúrgica Gerdau PN (-7,60%) e Gerdau PN (-6,67%), influenciadas pela notícia do indiciamento do empresário André Gerdau, investigado da Operação Zelotes.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.